Melina Barbosa arqueou as sobrancelhas e disse:
— Tudo bem, pode chamar a polícia. Aproveita e leva esse cachorro daqui logo.
— Você...
Nesse momento, Samuel Palmeira se aproximou.
Manuela Barbosa imediatamente se dirigiu a ele:
— Você chegou na hora certa, essa mulher me agrediu de propósito, me ajuda a chamar a polícia.
Samuel Palmeira lançou um olhar indiferente para Manuela Barbosa, demonstrando que não a levava a sério, e respondeu:
— Você tem provas? Então chame a polícia.
Manuela Barbosa apontou para uma câmera próxima:
— Tem uma câmera ali, não tem? Está tudo gravado.
Samuel Palmeira arqueou um sorriso, com um brilho irônico no olhar, e disse:
— É, era para ser assim mesmo. Mas, infelizmente, o sistema de câmeras está quebrado hoje. O técnico disse que faltou uma peça, só amanhã, no mínimo, para consertar.
— Você...
— Eu o quê? — Samuel Palmeira olhou para Manuela Barbosa com um ar inocente. — Se não acredita, pode chamar a polícia para checar. Eu, Samuel Palmeira, não temo nada, minha consciência está tranquila.
Samuel Palmeira encarava Manuela Barbosa com total calma, nem sequer ruborizando, mesmo sabendo que mentia descaradamente. Mas, além dele, quem poderia saber disso?
Manuela Barbosa olhou fixo para Samuel Palmeira, cerrando os dentes:
— Você sabe quem é meu tio?
Samuel Palmeira respondeu:
— O irmão da sua mãe.
Manuela Barbosa ainda queria falar algo, mas a resposta de Samuel Palmeira a deixou sem palavras, engolindo tudo o que pretendia dizer.
— Samuel Palmeira, meu tio é Zeus Chou! O homem mais rico de HK, super famoso na lista dos cem maiores bilionários do mundo! — Ela lançou um olhar desafiador para ele.
Samuel Palmeira levou a mão ao peito, fingindo espanto:
— Ai, que medo! E daí que seu tio é Zeus Chou? Eu não fiz nada de errado. Se quiser, pode mandar ele vir me prender.
Manuela Barbosa achou que, só de mencionar Zeus Chou, Samuel Palmeira ficaria, no mínimo, apreensivo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: O Segredo do Presidente