Gael Teixeira levantou-se do chão segurando Cur nos braços, quando Gustavo Ferreira correu até ele e lhe deu um soco no ombro.
— Quando é que você voltou?
Gael Teixeira estava com o rosto coberto de cansaço, o cabelo todo bagunçado, parecendo um ninho de passarinho, e trazia consigo o peso da viagem.
— Acabei de chegar...
No rosto de Gael Teixeira, uma expressão de dor começou a se formar. De repente, ele caiu no chão e seu corpo pareceu despedaçar como um espelho quebrado.
— Gael!
Gustavo Ferreira sentiu um calafrio percorrer o corpo. Quando abriu os olhos de repente, percebeu que tudo aquilo não passava de um sonho.
O grito de Gustavo assustou Melina Barbosa, que acordou sonolenta e olhou para ele.
— O que foi?
Gustavo Ferreira apertou os lábios e balançou a cabeça.
— Nada, tive um pesadelo só.
Melina Barbosa puxou Gustavo Ferreira para junto de si, abraçando-o. Ele se aconchegou no colo dela, sentindo o perfume suave de Melina e a maciez tentadora de seu corpo, e não pôde evitar o pensamento: às vezes, mostrar vulnerabilidade pode ser até reconfortante.
Melina Barbosa, sem se dar conta de nada além do sono, logo adormeceu novamente.
Pela manhã, Gustavo Ferreira foi um dos primeiros a acordar.
— Bom dia.
Melina Barbosa espreguiçou-se como um gatinho preguiçoso.
— Bom dia.
O olhar de Gustavo Ferreira seguiu o movimento de Melina, repousando em seu colo.
Ele engoliu em seco, o olhar se tornando mais sombrio.
Num gesto rápido, passou o braço pela cintura de Melina Barbosa e, com um puxão, fez com que ela caísse sobre ele.
Quando Gustavo Ferreira estava prestes a avançar para o próximo passo, o celular tocou repentinamente.
Por algum motivo, uma sensação de mau pressentimento tomou conta dele.
Atendeu ao telefone, sentindo todo o corpo enrijecer.
— Certo, estou indo agora mesmo.

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