Marina Cavalcanti coçou a cabeça, desmanchando completamente o penteado que havia arrumado com tanto cuidado.
Ela soltou um suspiro e disse:
— Eu realmente não sei mais o que dizer.
Seus próprios sentimentos estavam em desordem, e Yasmin Cavalcanti frequentemente perdia o controle.
Ainda bem que Yasmin Cavalcanti havia se casado com um marido tão bom, alguém capaz de suportar o temperamento difícil dela.
Se fosse outra pessoa, provavelmente já teria pedido o divórcio há muito tempo.
Marina Cavalcanti não sabia como encarar Gael Teixeira. Sentia-se extremamente culpada diante dele.
Nesse instante, finalmente as luzes do centro cirúrgico se apagaram e Yasmin Cavalcanti foi trazida para fora.
O efeito da anestesia ainda não havia passado, e Yasmin Cavalcanti continuava deitada, tranquila, na maca.
Marina Cavalcanti olhou para a calma de Yasmin Cavalcanti e comentou:
— É só nesses momentos que ela parece adorável.
Ela se virou para Gustavo Ferreira e Melina Barbosa, dizendo:
— Obrigada por serem tão atenciosos e ficarem aqui por tanto tempo. Vocês já fizeram muito, podem ir descansar.
Gustavo Ferreira franziu levemente as sobrancelhas e respondeu:
— Não precisa agradecer, somos uma família.
Marina Cavalcanti sorriu de leve e disse:
— Pois é, como você disse, somos todos humanos, não feitos de ferro. Todo mundo se cansa. Vão para casa descansar um pouco.
Ela pensou consigo mesma que, se fosse ela no lugar deles, já teria perdido a cabeça há tempos.
— Pelo menos vá trocar de roupa, senão vão achar que você se envolveu em alguma tragédia.
Gustavo Ferreira baixou os olhos e, de fato, notou as manchas de sangue em sua camisa, como pequenas flores vermelhas e perturbadoras.
Não era de se estranhar que, há pouco, as pessoas que passavam olhassem para ele com espanto.
Gustavo Ferreira disse:
— Está certo, vou embora então. Qualquer coisa, me chame.
— Tá bom — respondeu Marina Cavalcanti, acenando com a cabeça, exausta.

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