De repente, ouviu-se uma batida na porta.
O som parecia ecoar bem ao lado do ouvido de Melina Barbosa, fazendo seu coração dar um salto. Ela afastou-se um pouco de Gustavo Ferreira.
Arrumando rapidamente suas roupas, Melina olhou para Gustavo com uma expressão de leve mágoa.
Gustavo, por sua vez, não pareceu se importar. Aproximou-se e a ajudou a ajeitar a roupa, com naturalidade.
Só então respondeu:
— O que foi?
Leonardo percebeu um certo desagrado no tom de Gustavo e sentiu um frio na barriga, ficando imediatamente tenso.
Ainda assim...
Ele olhou de relance para o policial ao seu lado, respirou fundo e falou:
— Presidente Gustavo, dois agentes vieram coletar provas.
— Pode deixar que entrem — respondeu Gustavo Ferreira.
Melina prendeu a respiração. Não podia acreditar no quão destemido Gustavo era, a ponto de não demonstrar o menor respeito nem diante da polícia.
Nesse momento, os policiais entraram. Ao verem Gustavo Ferreira, cumprimentaram-no com respeito:
— Presidente Gustavo.
Gustavo apenas inclinou levemente a cabeça, reconhecendo o cumprimento.
De fato, Gustavo Ferreira tinha motivos para ser tão confiante.
Ele voltou-se para Melina Barbosa e disse:
— Ainda não terminamos aquela conversa de antes. Que tal subir até minha sala para continuarmos?
O rosto de Melina ficou corado, sentindo o sangue subir até a cabeça.
Continuar a conversa? Sobre como “usar o cargo para fins pessoais” na empresa?
Por sorte, Gustavo apenas brincava. Logo, ele saiu acompanhado de Leonardo.
Depois que os policiais levaram os documentos que consideraram úteis, o escritório de Simão Pessoa ficou uma verdadeira bagunça, deixando um clima desconfortável no ar.

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