Punição?!
Só de pensar em ter que passar a noite inteira ajoelhada naquele antigo oratório sombrio da casa da família, Elisa Ferreira sentiu um frio na espinha.
Chorando, ela disse:
— Gustavo, eu sei que errei, eu...
— Você sabe mesmo que errou? Ou só está dizendo isso para não ter que ajoelhar no oratório? Eu vou contar tudo para o vovô. Se você não voltar, arque com as consequências. — respondeu Gustavo Ferreira, com uma voz fria.
Elisa tremeu da cabeça aos pés, esvaziando-se como um balão furado, perdendo toda a coragem.
Com o ânimo derrotado, ela se retirou.
Depois do que acabara de acontecer, Melina Barbosa sentiu o apetite ainda melhor. Afinal, uma pessoa desagradável tinha saído dali — quem não ficaria de bom humor?
De repente, Melina Barbosa percebeu o olhar atento da avó.
Ela então olhou para ela, dizendo:
— Vovó?
A avó respondeu:
— Meli, você agiu muito bem hoje. Diante de gente incômoda, é assim mesmo que se faz.
Melina ficou surpresa, pensando que receberia uma bronca da avó, mas, para sua surpresa…
Gustavo Ferreira disse à avó:
— Me desculpe, vovó. O que aconteceu hoje foi culpa minha, não soube lidar direito.
A avó respondeu:
— Não é nada disso, meu querido. Você é como pão quente na padaria, todo mundo quer um pedaço. É normal atrair esse tipo de atenção.
— Mas aquela sua prima realmente não tem juízo, não distingue o certo do errado. Ainda bem que nossa Meli não mora com ela, senão seria um desastre.
Gustavo Ferreira entendeu de imediato o que a avó queria dizer.
Ele então disse:
— Fique tranquila, vovó. Não vou deixar que façam nada contra a Melina Barbosa.
De repente, Melina Barbosa comentou:
— Vovó, pode ficar sossegada. Eu sei me defender muito bem.


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