— Não tem problema, será que ele já não me implicou o suficiente? — disse Melina Barbosa, com um tom leve.
— Se vier desafio, a gente enfrenta. Se vier problema, a gente resolve — completou Melina Barbosa, com firmeza.
Luísa Viana assentiu e respondeu:
— Pois é, e além do mais, você ainda tem um apoio forte atrás de você.
— Chega de conversa fiada, preciso terminar meu expediente. Assim que acabar com as coisas do Peter, venha me ajudar — disse Melina Barbosa, já se levantando.
Luísa Viana assentiu com um sorriso divertido:
— Sim senhora, sua fiel escudeira está a postos.
Dizendo isso, Luísa Viana saiu andando de costas, fazendo um gesto exagerado de obediência.
Melina Barbosa quase caiu na risada com o jeito cômico de Luísa. Balançou a cabeça e comentou, divertida:
— Você é impossível.
Descendo para o estacionamento subterrâneo, Melina Barbosa encontrou Gustavo Ferreira já sentado em seu carro, esperando por ela.
Gustavo Ferreira olhou de lado para Melina Barbosa, com um sorriso de canto de boca, e perguntou:
— Por que esse bom humor todo?
Melina Barbosa, ainda rindo, contou a ele como Luísa tinha agido há pouco. Enquanto falava, ria ainda mais.
Na verdade, Gustavo Ferreira se distraía observando o perfil de Melina, mas ao ver o sorriso dela, acabou sorrindo junto, quase sem perceber.
— Não foi engraçado? — perguntou Melina Barbosa, fitando Gustavo.
Ele assentiu:
— Foi sim.
Para Gustavo, qualquer coisa que Melina dissesse era suficiente.
De repente, o celular de Melina tocou. Ela olhou e viu que era sua avó ligando. O humor dela ficou ainda melhor.
— Oi, vó, já estamos chegando.
— Tá bom, querida, venha com calma — respondeu a avó, do outro lado da linha.
Depois de uma breve pausa, a avó acrescentou:
— Liguei só pra avisar que o molho de soja acabou. Se puder, traz uma garrafa quando vier.

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