Sofia Palmeira contraiu levemente os lábios. Seu novo chefe, seria mesmo tão excêntrico assim?
— Presidente Palmeira, você ainda mantém sua pureza?
— Que absurdo é esse?! Claro que sim!
Sofia Palmeira sorriu, sem dar a menor importância às palavras de Samuel Palmeira.
Dela, Samuel Palmeira não arrancava nem um ponto de exclamação em credibilidade!
Ela se lembrava bem: assim que a empresa recebeu o novo aporte financeiro, todos começaram a comentar sobre o novo chefe.
Samuel Palmeira era bonito e competente, o que fazia com que muitas mulheres rondassem ao seu redor — e ele tampouco rejeitava essa atenção.
Diziam até que, dentro da empresa, Samuel Palmeira já tinha se envolvido com várias colegas.
Sofia Palmeira, sem interesse em ser alvo das investidas do chefe, evitava ao máximo qualquer contato desnecessário com Samuel Palmeira.
Inclusive agora, aquelas palavras de Samuel Palmeira sobre se preocupar com sua saúde e pedir para que descansasse, para Sofia Palmeira, eram apenas mais um jogo de sedução.
Ela não se sentia tocada, apenas desconfortável.
Samuel Palmeira percebeu que o olhar de Sofia Palmeira estava diferente, e pensou em dizer algo, mas nesse instante Renato Oliveira retornou, avisando:
— Vamos, já reservei uma mesa. E pedi mais um quarto.
— Estamos em três, falta um — Samuel Palmeira arqueou as sobrancelhas.
— Então vamos jogar truco, enquanto o Jaime não chega...
Antes que Renato Oliveira terminasse a frase, Samuel Palmeira o interrompeu:
— Espera aí, você quer mesmo jogar com aquele maníaco do Jaime?
Renato Oliveira respondeu:
— Ele não está sozinho, trouxe mais alguém, não foi?
Samuel Palmeira então relaxou:
— Verdade...
Renato Oliveira lançou um olhar de desprezo para Samuel Palmeira:
— Da próxima vez, faz um favor: não diz por aí que me conhece. Me poupe desse constrangimento.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: O Segredo do Presidente