Sofia Palmeira deu um tapinha na barriga e disse:
— Hehe, então agora é que eu não tenho medo mesmo. Nesse mundo, não tem ninguém que coma mais do que eu.
Melina Barbosa riu. Afinal, elas estavam ali para experimentar coisas novas. Se Sofia Palmeira estava tão confiante, que tentasse, então.
No máximo, se desse errado, era só tentar de novo.
Sofia Palmeira entrou na água, foi até o local indicado e ficou pensando nos movimentos do instrutor. Primeiro deitou na água, posicionou os pés na prancha de surfe e depois puxou a corda para levantar...
— Meli, olha só, consegui!
Mas, mal terminou a frase, Sofia Palmeira caiu na água.
— Sofia!
Melina Barbosa levou um susto, largou o celular e correu, pronta para pular na água e ajudar Sofia Palmeira.
Nesse momento, a cabeça de Sofia Palmeira emergiu:
— Não aconteceu nada!
O rosto dela estava pálido de susto, mas ela não queria dar o braço a torcer.
Melina Barbosa perguntou, preocupada:
— Quer continuar?
Sofia Palmeira respondeu:
— Claro, por que não?
Ela ainda caiu várias vezes, mergulhando na água sem conseguir ficar de pé. Só de beber água, Sofia Palmeira já estava satisfeita.
Nada de aprender de primeira. Ela estava era desanimando de tanto tentar.
De bruços no barco, teve ânsia de vômito.
O instrutor perguntou:
— Já ficou satisfeita de tanto beber água?
Sofia Palmeira respondeu, um pouco envergonhada:
— Meio satisfeita...
— Então, instrutor, será que pode me ensinar novamente? — pediu Sofia Palmeira, um pouco insegura.
Se soubesse que seria assim, não teria falado com tanta confiança antes.
Dessa vez, Sofia Palmeira prestou muita atenção nas explicações do instrutor, e Melina Barbosa também escutou atentamente ao lado.
— Entenderam direitinho? — perguntou o instrutor.

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