O cheiro do macarrão com molho especial era irresistível, e o sabor, ainda mais intenso; só de tomar um gole do caldo, já ficava difícil parar.
Em poucos minutos, Sofia Palmeira terminou de comer toda a tigela.
Quando terminou, ainda sentiu um certo desejo de continuar.
— Estava delicioso. Acho que, como eu, só mereço comer comida simples mesmo — suspirou Sofia Palmeira.
— Na verdade, eu não gosto de comida japonesa. Não suporto coisa crua. Uma vez, no jantar do departamento, fomos a um restaurante self-service. Vi muita gente na fila e resolvi entrar também. No fim, peguei três fatias de salmão fresco.
— Quando provei, parecia gordura pura. O sabor do wasabi subiu direto pra cabeça, quase morri ali mesmo. Depois disso, não consegui comer mais, então escondi as duas fatias que sobraram num guardanapo e joguei fora.
— Não entendo o que as pessoas veem de bom nisso. Claro, é só a minha opinião.
Melina Barbosa tocou a mão de Sofia Palmeira, dizendo:
— Não precisa se forçar a gostar do que você não aprecia.
— É...
Sofia Palmeira olhou para a tigela já vazia e disse:
— Mas... uma família que a gente não gosta, também pode deixar de lado?
Melina Barbosa percebeu que aquilo tinha a ver com a família de Sofia Palmeira. Não imaginava que era mesmo tão sério.
Ela abraçou Sofia Palmeira, acariciando suas costas para a consolar:

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