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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 208

Os olhos de Renato Oliveira brilharam com um toque de interesse. Duas pessoas, um cartão, e ambos válidos? Que situação curiosa, nunca tinha visto algo assim antes.

— Presidente Renato, o que devemos fazer? — perguntou um dos funcionários.

Antes que Renato Oliveira respondesse, Manuela Barbosa se adiantou:

— É só verificarem de quem é o cartão. Ele pertence ao meu noivo, Mateus Domingos. Foi ele quem me deu, então, de onde você acha que a minha irmã conseguiu esse cartão?

Com uma expressão serena, Melina Barbosa respondeu:

— Eu mesma abri o cartão.

Renato Oliveira então declarou:

— Já que cada um tem sua versão, vamos ligar e tirar a dúvida.

Que fofoca gratuita, pensou ele, como poderia deixar de acompanhar?

Que tipo de esposa o Jaime arrumou? Realmente curioso.

Enquanto isso, Melina Barbosa refletia consigo mesma, querendo saber até onde iria a falta de escrúpulos de Mateus Domingos.

A ideia do cartão do haras tinha sido dela. No momento da abertura, pretendia fazê-lo em seu próprio nome, mas Mateus Domingos insistiu para que fosse em nome da empresa, alegando que haveria vantagens, como descontos e a possibilidade de emitir nota fiscal. No fim, ela cedeu, pensando no bem da empresa e dele.

Mas o dinheiro era do seu próprio bônus!

Nesse momento, o telefone de Mateus Domingos foi atendido e o porteiro explicou a situação.

— Então, quem é o titular do cartão? Quem o senhor autoriza a entrar? — perguntou o porteiro.

Do outro lado, Mateus Domingos ficou em silêncio, talvez hesitando.

Manuela Barbosa, é claro, não deixaria Melina Barbosa sair por cima, a menos que quisesse perder a dignidade.

— Mateus, estou aqui, está tudo bem — disse Manuela Barbosa, enviando uma mensagem implícita.

Mateus Domingos entendeu o recado. Tinha pensado em dizer que o cartão era de Melina Barbosa, mas ao ouvir a sugestão de Manuela, respondeu:

— Manuela Barbosa.

Ouvindo o que queria, Manuela Barbosa virou-se para Melina Barbosa com um sorriso triunfante:

Manuela Barbosa, aproveitando para alfinetar, acrescentou:

— Pois é, irmã. Se estiver difícil, pode me pedir emprestado.

Melina Barbosa nem sequer olhou para Manuela. Virou-se para o porteiro:

— Por favor, seja rápido.

— Claro, vou providenciar imediatamente. Só um momento.

Manuela não entrou, querendo assistir à humilhação da irmã ao ter o cartão recusado.

Mas, para sua decepção, Melina conseguiu concluir o processo.

Quando o porteiro entregou o novo cartão com toda a deferência, o rosto de Manuela ficou tão fechado que parecia prestes a chover.

Melina olhou para Manuela, esboçou um leve sorriso e disse:

— Ah, é mesmo.

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