— Mamãe, não se preocupe, eu já sei de tudo. — Manuela Barbosa estava mais ansiosa do que ninguém em relação àquela criança.
Ela refletia consigo mesma, tentando decidir qual seria o melhor caminho a seguir.
......
O tempo passou rápido e, num piscar de olhos, já era época de Ano Novo.
Esse era também o primeiro Réveillon de Melina Barbosa como esposa de Gustavo Ferreira.
Melina Barbosa dava muita importância à ocasião, afinal, era recém-casada.
Primeiro, ela foi visitar a avó, levando vários presentes e ainda ficou para almoçar com ela.
Inicialmente, Gustavo Ferreira queria trazer a avó para celebrar com eles em casa, tornando a noite ainda mais animada.
No entanto, a avó agora fazia companhia para a vizinha do lado, e as duas estavam sempre juntas, por isso preferiu não ir.
Melina Barbosa não insistiu. De todo modo, ela costumava visitar a avó com frequência.
Depois do almoço, Melina Barbosa voltou para casa com Gustavo Ferreira.
Dessa vez, iriam para a antiga casa da família comemorar a ceia de Ano Novo.
O segundo e o terceiro tios de Gustavo Ferreira, junto com suas famílias, também tinham vindo.
O patriarca, João Ferreira, teve três filhos: o mais velho era o pai de Gustavo Ferreira, o segundo era Kauan Ferreira, casado com Priscila Vieira, com um filho chamado Saulo Ferreira.
O terceiro era Tadeu Ferreira, casado com Valéria Barbosa, com uma filha chamada Elisa Ferreira.
Tanto Kauan quanto Tadeu cuidavam das filiais da família fora da cidade, e só retornavam em datas festivas ou momentos importantes.
Como Melina Barbosa ainda não tinha feito a recepção oficial do casamento, não conhecia o restante da família até então.
Por isso, sentia-se bastante nervosa.
Gustavo Ferreira sorriu para tranquilizá-la:
— Fique tranquila, já pedi para o Leonardo preparar todos os presentes. Na hora, é só você entregá-los.
Melina Barbosa mordeu os lábios, apreensiva:
— Será que vou me dar bem com eles?
— Não se preocupe, estou ao seu lado para o que precisar. — respondeu Gustavo Ferreira, em tom sereno, porém com um olhar frio.
A família Ferreira parecia tranquila à primeira vista, mas por trás das aparências, correntes ocultas se agitavam.
Especialmente os ramos do segundo e terceiro filhos, que, ao longo dos anos, se ressentiam do comando de Gustavo Ferreira, embora respeitassem a autoridade do patriarca demais para desafiar abertamente.
Com os dedos levemente tensos, Melina Barbosa manteve a postura gentil e elegante:
— Tia Priscila, tia Valéria, que bom vê-las. Trouxe uma pequena lembrança, espero que gostem.
Ela entregou os presentes cuidadosamente escolhidos.
Priscila Vieira aceitou e, ao abrir, viu um lenço de seda de alto valor. Seu sorriso tornou-se mais sincero:
— Nossa, como você é atenciosa. Não precisava se preocupar!
Mas rapidamente guardou o presente.
Para Valéria Barbosa, havia também um lenço de seda da mesma marca, igualmente raro.
Elisa Ferreira se aproximou, sorrindo cheia de expectativa:
— E o meu presente, cunhada?
Melina Barbosa já estava preparada e lhe entregou uma bolsa de edição limitada:
— Ouvi dizer que você gosta dessa marca. Espero que seja do seu agrado.
Leonardo, o “assistente de ouro”, realmente sabia de cada preferência da família.

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