O que está acontecendo aqui?
E aquela garota, a Olívia, foi parar onde?
Por que ninguém a viu?
Agora, está tudo uma completa confusão.
Assim que viu que todos tinham fugido, Cláudia Castro soltou um suspiro de alívio e apressou-se em ir ao encontro de Nicole Martins.
— Nicole, o que aconteceu aqui? — perguntou Cláudia Castro, tomada por uma dor profunda.
Afinal, depois de tantos anos trabalhando ao lado de Nicole Martins, ambas já eram como família.
Naquele momento, Nicole Martins estava com as roupas completamente rasgadas, expondo a lingerie por baixo. Sua pele, onde estava à mostra, exibia hematomas em tons de roxo e azul. Ela realmente parecia estar em um estado deplorável.
Por sorte, Cláudia Castro chegou a tempo. Caso contrário, se tivesse sido violentada por aquelas pessoas, seria impossível seguir em frente com a vida.
Mesmo que sobrevivesse, jamais seria a mesma.
Ao ver os ferimentos espalhados pelo corpo de Nicole Martins, Cláudia Castro ficou sem palavras.
Era inacreditável pensar no que Nicole Martins poderia ter passado em apenas uma hora.
Nicole Martins tremia da cabeça aos pés. As lágrimas, misturadas ao sangue, escorriam por seu rosto. Da garganta, só conseguia emitir sons roucos e abafados, incapaz de dizer uma frase completa.
Ela estava completamente devastada, quase desmaiando.
Felizmente, Cláudia Castro havia trazido um médico consigo e, sem perder tempo, pediu para que ele examinasse Nicole.
Por sorte, eram apenas ferimentos superficiais, sem risco de vida.
Os olhos de Cláudia Castro se encheram de lágrimas de compaixão. Rapidamente, tirou o próprio casaco e envolveu Nicole, a voz trêmula:
— Não tenha medo, vou tirar você daqui agora mesmo...
Nicole Martins se agarrou a Cláudia Castro, chorando convulsivamente.
— Cláudia, obrigada por ter chegado tão rápido... Achei que nunca mais fosse te ver...
Ela falava com dificuldade, a dor no rosto e na boca tornando suas palavras entrecortadas e pouco claras.
Mas era evidente que Nicole Martins havia sofrido muito.
— Pronto, já passou. Fique tranquila, nós vamos nos vingar disso — prometeu Cláudia Castro, com firmeza.
Vestia uma camisola cor de camarão, que deixava entrever suas curvas.
O olhar de Gustavo Ferreira percorreu seu corpo desde os tornozelos até o pescoço, como uma chama, fazendo com que a pele exposta sob a camisola se aquecesse.
— Já olhou o suficiente? — perguntou Melina Barbosa, um pouco envergonhada, enquanto secava os cabelos com a toalha.
Gustavo Ferreira levantou-se do sofá. Sua silhueta imponente projetou uma sombra sob a luz do abajur.
Aproximou-se lentamente, pegou uma mecha dos cabelos molhados de Melina Barbosa entre os dedos e disse, com a voz rouca e baixa:
— Nunca é o bastante. Deixe-me secar seu cabelo.
Melina Barbosa ergueu o olhar para ele, o rosto corado.
Ainda assim, sentia uma ternura aquecer-lhe o peito.
Ela entregou o secador para Gustavo Ferreira.
Os dedos longos de Gustavo passaram suavemente entre os fios de Melina Barbosa, fazendo-a estremecer.
Com os olhos fechados, Melina Barbosa se permitiu saborear aquele momento de conforto e carinho.

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