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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 158

Melina Barbosa finalmente respirou aliviada e correu até a menina, ajudando-a a se sentar.

— Mocinha, você está bem? Se machucou em algum lugar?

O rosto da garota estava coberto de lágrimas, e ela respondeu com a voz trêmula:

— Obrigada, moça... Eles quiseram roubar minha bolsa... e ainda tentaram me fazer mal... Por sorte, a senhora apareceu...

— Pronto, agora está tudo certo. A polícia já está chegando — Melina Barbosa procurou acalmá-la.

— Moça, agora que está tudo bem, eu queria ir pra casa... — disse a menina, ainda com medo.

Melina Barbosa afagou de leve as costas da garota e disse com voz suave:

— Não tenha medo. Os policiais já estão a caminho, eles vão cuidar de tudo. Você consegue se levantar sozinha? Se quiser, pode descansar um pouco no meu carro.

A menina assentiu. Melina Barbosa a ajudou a ficar de pé, mas as pernas da garota tremiam tanto que mal conseguiam sustentá-la.

Com cuidado, Melina Barbosa a conduziu até seu carro e a acomodou no banco de trás, entregando-lhe uma garrafinha de água.

— Qual é o seu nome? O que você estava fazendo por aqui sozinha? — perguntou Melina, baixando o tom.

A menina enxugou as lágrimas, a voz ainda embargada:

— Eu me chamo Olívia... Moro numa vila aqui perto... Hoje, saí da escola e resolvi cortar caminho pra chegar mais rápido em casa, mas acabei encontrando aqueles dois caras... Eles vieram de repente, tentaram pegar minha mochila e ainda...

Olívia não conseguiu terminar a frase. As lágrimas voltaram a escorrer por seu rosto.

Melina Barbosa apertou sua mão com carinho:

— Calma, agora você está a salvo. Daqui a pouco a polícia resolve tudo.

Enquanto conversavam, duas viaturas chegaram com sirenes ligadas, e vários policiais desceram rapidamente, fazendo perguntas sobre o ocorrido.

Melina Barbosa explicou resumidamente o que havia acontecido e apontou para os policiais a direção para onde os agressores haviam fugido.

Os policiais iniciaram imediatamente as buscas e designaram uma policial mulher para cuidar de Olívia e registrar seu depoimento.

— Senhora, graças ao seu chamado, evitamos algo muito pior — disse um policial mais velho a Melina Barbosa. — Mas tenha cuidado, é perigoso enfrentar bandidos sozinha. Da próxima vez, procure garantir a própria segurança antes de tudo.

Melina Barbosa concordou com um gesto:

Olívia, exausta, acabou adormecendo pouco depois de entrar no carro, recostando-se no banco.

De tempos em tempos, Melina Barbosa olhava pelo retrovisor, certificando-se de que a garota dormia tranquila, e diminuiu um pouco a velocidade.

Apesar de a casa de Olívia não ser distante, o trajeto de carro ainda levaria cerca de meia hora.

Por coincidência, depois da casa de Olívia, bastava seguir mais meia hora à esquerda e Melina já estaria na fábrica.

Portanto, realmente era caminho, e não haveria atraso.

Depois de uns vinte minutos, Olívia continuava dormindo profundamente no banco de trás.

Melina Barbosa percebeu que a estrada à frente ficava cada vez mais estreita e o lugar, mais deserto.

Franziu a testa, incomodada.

Será que a casa de Olívia realmente ficava ali?

Olhou em volta, mas não enxergou nenhuma casa por perto.

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