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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 134

Assim que saiu da empresa, Melina Barbosa avistou o carro de Gustavo Ferreira já estacionado do outro lado da rua.

Ela apressou o passo, atravessando rapidamente.

Ao abrir a porta do carro, Melina Barbosa falou, um tanto sem graça:

— Você esperou muito tempo?

Gustavo Ferreira levantou o olhar, pousando os olhos atentos no rosto dela, que parecia um pouco cansado. Um sorriso discreto apareceu em seus lábios enquanto perguntava, demonstrando preocupação:

— Acabei de chegar. Você está bem?

Melina Barbosa entrou no carro, colocou o cinto de segurança e, voltando-se para ele, respondeu:

— Estou bem. Hoje, obrigada por vir. Como conseguiu tempo para me buscar?

Gustavo Ferreira deu partida no carro e respondeu:

— Suas questões são sempre prioridade pra mim.

Na verdade, depois do que aconteceu hoje, Gustavo Ferreira só pensava em estar ao lado dela o mais rápido possível.

Embora Melina Barbosa tentasse aparentar tranquilidade, ele sabia que, por dentro, ela não estava nada bem.

As palavras dele aqueceram o coração de Melina Barbosa.

— Na verdade, só foi alguém querendo causar confusão de propósito — disse ela.

Gustavo Ferreira lançou-lhe um olhar de lado, a voz firme, sem deixar espaço para discussão:

— Você é importante pra mim, não posso deixar que ninguém te prejudique.

O coração de Melina Barbosa deu um salto e suas bochechas coraram levemente.

Ela virou o rosto para a janela, tentando esconder o próprio nervosismo.

O carro entrou em uma avenida movimentada; as luzes de néon desenhavam o perfil delicado de Melina Barbosa.

Depois de alguns instantes, Gustavo Ferreira falou novamente:

— Da próxima vez que acontecer qualquer coisa, me avise.

Ele reforçou o pedido, em tom de cuidado.

Melina Barbosa sorriu, assentindo:

— Está bem.

O tom autoritário de Gustavo Ferreira, curiosamente, fazia com que ela se sentisse protegida.

O carro finalmente parou em frente a um restaurante sofisticado.

Gustavo Ferreira desceu, contornou o carro e abriu a porta do passageiro para ela:

— Está com fome? Vamos jantar.

Melina Barbosa ergueu o olhar para ele, sorrindo com sinceridade:

— Obrigada pelo convite tão generoso, Presidente Gustavo.

Mateus franziu as sobrancelhas:

— Aquilo envolvendo a Melina, foi coisa sua?

O coração de Manuela Barbosa acelerou, mas ela logo se recompôs, assumindo um tom magoado:

— Mateus, como pode pensar isso de mim? Eu nunca faria algo assim... Foi a Melina quem disse isso? Ela sempre implicou comigo, deve estar me interpretando mal...

O semblante de Mateus Domingos suavizou um pouco:

— Que bom que não foi você. Não quero que se envolva nesse tipo de coisa.

Manuela Barbosa mordeu o lábio, os olhos se encheram de lágrimas:

— Então você prefere acreditar na Melina do que em mim? Eu...

— Não é isso. Só achei que o que aconteceu ontem foi estranho, não leve a mal — disse Mateus, massageando a testa.

— Mateus, será que você não gosta mais de mim? Já faz tempo que não ficamos juntos — lamentou ela, sentida.

— Boba, claro que gosto. Hoje à noite passo aí pra te ver — respondeu ele, um pouco impaciente, sentindo a necessidade de extravasar.

Ao ouvir isso, Manuela Barbosa abriu um sorriso radiante:

— Ótimo! Vou me arrumar, vou te preparar uma surpresa.

Mateus apenas murmurou um “tá bom” antes de desligar.

Tudo parecia estar fora do lugar ultimamente!

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