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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 127

Melina Barbosa sorriu levemente ao ouvir aquilo, com um tom descontraído:

— Sim, acabei de terminar. Onde você está?

Gustavo Ferreira soltou uma risada baixa:

— Estou bem atrás de você.

Melina Barbosa ficou surpresa por um instante e, em seguida, virou-se. De fato, viu Gustavo Ferreira encostado no carro, olhando para ela com um olhar cheio de ternura.

Ele vestia um terno preto de corte impecável, que realçava ainda mais sua postura elegante e charmosa.

Melina Barbosa caminhou rapidamente até ele, com uma ponta de surpresa na voz:

— Por que você veio? Não disse que teria um compromisso esta noite?

Gustavo Ferreira passou o braço suavemente pela cintura dela, com um tom afetuoso:

— Que compromisso pode ser mais importante que você? Fiquei preocupado em te deixar sozinha, então terminei mais cedo.

O coração de Melina Barbosa se aqueceu. Ela ergueu o olhar para ele, e seus olhos brilhavam com doçura:

— Obrigada... meu amor.

Ao chamar Gustavo de “meu amor”, Melina Barbosa ainda ficava um tanto envergonhada.

Mas Gustavo Ferreira fazia questão, mesmo em público.

Sempre que Melina Barbosa o chamava assim, era possível ver o leve sorriso que surgia nos lábios dele, mostrando que aquilo o deixava muito feliz.

Gustavo Ferreira inclinou-se e depositou um beijo suave na testa dela, com a voz baixa e terna:

— Vamos, vamos para casa.

Melina Barbosa assentiu e entrou no carro junto com Gustavo Ferreira.

O veículo afastou-se devagar do local do evento, sumindo na noite.

Enquanto isso, Mateus Domingos e Manuela Barbosa estavam parados na porta do salão, tendo presenciado toda a cena.

Um aperto repentino tomou conta do peito de Mateus Domingos, principalmente ao ver a interação entre Gustavo Ferreira e Melina Barbosa. Ele apertou as mãos involuntariamente.

Ao perceber, Manuela Barbosa ficou indignada e, de propósito, comentou com um tom de ironia:

— Quem diria que minha irmã encontraria outro tão rápido. Ela realmente não perde tempo.

O semblante de Mateus Domingos ficou sombrio na mesma hora, seus olhos ainda fixos na direção por onde o carro havia desaparecido. Um incômodo e uma raiva inexplicáveis cresceram dentro dele.

— Mateus, não quer subir pra tomar um café? Eu comprei... uma lingerie de renda verde bem delicada...

Antes, era justamente com esse tipo de charme que Manuela conseguia o que queria de Mateus.

Mas o olhar de Mateus Domingos permaneceu fixo à frente, sem demonstração de emoção na voz:

— Fica pra próxima. Já está tarde, descanse.

Diante da firmeza dele, Manuela sentiu uma ponta de frustração, mas não insistiu.

Forçou um sorriso e falou suavemente:

— Tudo bem, cuide-se. Se precisar de algo, me ligue.

Mateus Domingos respondeu apenas com um breve:

— Tá.

Quando Manuela Barbosa desceu do carro, ficou parada na calçada olhando o veículo se afastar. Um ódio intenso cresceu dentro dela.

Ela fechou o punho com força, as unhas cravando-se na palma, sem sentir dor.

— Melina Barbosa, por que você sempre rouba o que é meu? Eu não vou deixar barato! — murmurou entre dentes, um brilho cruel passando por seus olhos.

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