Mateus Domingos ficou sem palavras diante das palavras de Melina Barbosa. Por um instante, o olhar dele revelou um traço de pânico e arrependimento.
Ele abriu a boca, como se quisesse se explicar, mas no fim nada conseguiu dizer.
Após falar, Melina Barbosa virou-se e saiu sem olhar para trás, deixando Mateus Domingos ali, parado, com o rosto alternando entre expressões de hesitação.
Melina Barbosa já não queria mais se envolver com Mateus Domingos.
Os sentimentos do passado já haviam se dissipado há muito tempo. Agora, ela só queria cuidar da própria vida e recomeçar.
— Melina Barbosa... — murmurou ele baixinho, com um leve tom de arrependimento difícil de perceber.
Ao sair da cafeteria, Melina Barbosa respirou fundo.
Reencontrar Mateus Domingos lhe trouxe uma surpresa: seu coração estava tranquilo.
Já não sentia nada do que sentira no momento da separação.
Nesse instante, seu celular tocou.
Melina Barbosa pegou o aparelho e viu o nome de Gustavo Ferreira na tela.
Um sorriso involuntário surgiu em seus lábios ao atender a ligação.
— Oi, amor — disse ela, com uma doçura perceptível na voz.
Desde que os dois assumiram o relacionamento, Gustavo Ferreira passou a pedir que Melina Barbosa o chamasse de "amor".
Melina Barbosa, mesmo um pouco tímida, acabou concordando.
Logo, a voz grave e cativante de Gustavo Ferreira soou do outro lado da linha:
— Já é hora do almoço, você comeu?
Melina Barbosa sorriu, respondendo com leveza:
— Sim, já almocei. E você?
— Tive um compromisso, só vim aqui fora pra respirar um pouco — respondeu Gustavo Ferreira, em tom descontraído.
— Não esquece de comer, e pega leve na bebida — aconselhou Melina Barbosa, atenciosa.
— Tá bom, como minha querida mandar — a voz de Gustavo Ferreira continuava carinhosa, com aquele jeito protetor impossível de recusar. — Até mais tarde.
Depois de desligar, Melina Barbosa sentiu-se ainda mais leve.
Olhou para o céu: o sol brilhava, a brisa era suave e até o ar parecia mais doce.
Gustavo Ferreira, ao desligar o telefone, voltou para o salão reservado.
O ambiente, antes um pouco pesado, mudou nitidamente com o retorno de Gustavo Ferreira, que parecia muito mais animado do que antes.
Ele sorria de leve, o olhar mais suave, transmitindo uma tranquilidade recém-encontrada.
— Presidente Gustavo, parece que recebeu boas notícias, hein? — brincou um dos parceiros de negócios ao lado, levantando o copo. — Vamos brindar!
Gustavo Ferreira sorriu de forma discreta, respondendo com leveza:
— Fiquem à vontade. Minha esposa acabou de ligar pedindo pra eu maneirar na bebida.
Na voz de Gustavo Ferreira havia um carinho e uma doçura impossível de esconder.

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