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Apresente seu melhor jogo, senhor romance Capítulo 4

Matheus foi embora depois que deixou Elisa. A garota olhou para a placa dourada brilhante com o nome da escola. Isso é bastante nostálgico. Já faz um tempo que não vou à escola, pensou ela. Depois de se apresentar na secretaria, seguiu a professora até a sala de aula. Assim que entrou, a classe inteira ficou agitada.

"Então, essa é a noiva da Família Gusmão. Ela não é horrível? Como pode ser boa o suficiente para os irmãos Gusmão?"

"Caramba! A maneira como ela se veste não é nada legal, como já é de se esperar de uma caipira do interior."

"Se ela é do interior, não deve ser boa nos estudos, então, por que foi colocada na nossa sala?"

Vendo que todos falavam dela, Elisa percebeu imediatamente que estava famosa. Ela fez um som de desaprovação, sabendo logo de cara quem estava por trás disso. Dani é tão infantil, pensou.

Ninguém na sala estava disposto a dividir a mesa com Elisa, mas ela não se importava. Em vez disso, sentou-se sozinha em um canto.

Quando chegou a hora do intervalo, Elisa foi ao banheiro feminino, mas foi logo parada do lado de fora por umas alunas. Algumas tinham cabelos tingidos e outras usavam maquiagem pesada. Em suma, pareciam delinquentes. Lídia Hernandes ameaçou-a de maneira arrogante:

"Você deve ser Elisa Siqueira. Seja sensata e saia da Residência Gusmão e também de Atenópolis, estou avisando!"

Os lábios de Elisa se contraíram. Parece que o povo de Atenópolis não vai me receber bem, mas também estou aqui contra minha vontade, pensou.

"Você ouviu o que Lídia disse, sua garota feia?"

"Sim, ouvi.” Respondeu Elisa com indiferença depois de cair em si. “Mas não vou embora. Vou ficar aqui, não importa o que aconteça."

Enquanto isso, Dani estava deitado em sua mesa na sala 12A. Ele tinha acabado de acordar de um cochilo quando ouviu alguns colegas conversando na sua frente.

"Ouvi dizer que a Lídia da sala 12F vai dar uma lição em Elisa. Tsc, tsc, já era para ela."

"Acho que ela está ferrada..."

Dani ergueu ligeiramente os olhos. Havia sido ele quem espalhou boatos, mas só porque queria que Elisa passasse um mau bocado na escola, não queria matá-la, ou Jonas definitivamente o mataria. Ao pensar nisso, saiu correndo da sala de aula.

Enquanto isso, o banheiro feminino estava uma bagunça total. As quatro delinquentes que vieram dar uma lição em Elisa levaram uma surra, especialmente Lídia, que estava lamentável com a cabeça enfiada na pia.

"Eu, Elisa Siqueira, odeio ser ameaçada mais que qualquer outra coisa. Nunca mais mexa comigo! Entendeu?"

"Sim, nós entendemos! Estávamos erradas! Desculpe!"

Elisa limpou as mãos e estava prestes a sair quando viu Dani parado atrás dela com um olhar de espanto.

"Você…"

Dani teve uma epifania ao ouvir a explicação de Elisa. Então é isso, pensou. Voltando a si, ele a seguiu para fora do banheiro.

'Hã?' Elisa mandou uma mensagem de volta. Esse pedido de ajuda não deve ser coisa boa, pensou.

A pessoa continuou pressionando-a para ajudá-lo, então Elisa ponderou por um momento. De fato, Dani é bastante irritante. Cinco milhões não é muito, mas é uma quantia decente, ela pensou. Portanto, respondeu languidamente:

'Ok. Estou na escola. Venha me buscar depois da aula esta tarde.’ Depois de pensar um momento, enviou uma mensagem de texto para Matheus, dizendo que não precisava buscá-la depois da aula, pois tinha algo para resolver e chegaria tarde em casa. Eles se adicionaram no WhatsApp de manhã para que conseguissem combinar um horário para ele buscá-la à tarde.

Ao receber a mensagem de texto de Elisa, Matheus apenas respondeu 'Ok' sem perguntar muito. Afinal, o homem não estava nem um pouco interessado nela.

O Circuito Asa Noturna era uma pista de corrida bem conhecida em Atenópolis, e aqueles que frequentavam o lugar eram todos ricos almofadinhas e descendentes da classe alta.

Quando a aula terminou, Elisa entrou em um Lamborghini. O homem no banco do motorista tinha mais ou menos a mesma idade de Dani.

"Quem é você? Você entrou no carro errado." Disse James Caldas franzindo a testa depois de lançar um olhar para Elisa.

"Você não me reconhece?" Elisa curvou os lábios em um sorriso.

"Puta merda! Como é que você ficou desfigurada, Chefe?" O queixo de James caiu de espanto com a voz familiar. Minha chefe é uma fadinha descolada e fofa. Por que ela está assim? Não consegui reconhecê-la de jeito nenhum! Ele pensou.

"Vamos procurar um lugar para tirar minha maquiagem antes de jantarmos." Disse Elisa apertando o cinto com ar casual.

"Entendido, Chefe", James respondeu ligando o carro e partindo.

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