Elisa quase caiu na gargalhada quando viu os olhares nos rostos deles. Ainda assim, se segurou e fingiu se sentir magoada enquanto seguia os irmãos para dentro da mansão. Um dos empregados a levou para o quarto especialmente organizado para ela por Jonas Gusmão, o avô dos irmãos. Era evidente pela decoração azul bebê do quarto e pelo armário cheio de bolsas, roupas e joias de grife que tudo havia sido feito com muito zelo.
Quando os quatro irmãos Gusmão se sentaram no andar de baixo, ouviram as exclamações de Elisa novamente.
"Nossa, esse quarto é tão grande e lindo! Essas roupas, bolsas e joias são todas minhas?"
"Ela não vai gostar de mim, não é?” Os quatro pareciam devastados, mas foi Jackson quem disse. “Sou o mais bonito de nós, mas essa é a primeira vez que me sinto errado em ser bonito".
"O mais bonito? Você não tem vergonha?"
Quando chegou a hora do jantar, Elisa e os quatro irmãos ainda eram os únicos presentes. Jonas e os pais dos irmãos estavam de férias no exterior, enquanto Alexandre, o filho mais velho da família, estava na empresa. Ele era o presidente do Grupo Gusmão, bem como a pessoa que comandava a família. Os irmãos tinham seus próprios lares, mas foram forçados a voltar à mansão a pedido de Jonas devido à chegada de Elisa.
Todos acharam difícil olhar para Elisa enquanto ela descia as escadas ainda vestindo as roupas bordadas vermelhas. Sendo um estilista de renome mundial, Breno não pôde deixar de perguntar:
"Srta. Siqueira, há muitas roupas lá em cima. Não quer vestir uma delas?"
Elisa olhou para suas roupas antes de responder confusa:
"Mas fico bonita assim. Minha avó fez isso para mim à mão."
Os quatro homens ficaram sem palavras. Quem diria que algumas pessoas ainda fazem roupas à mão hoje em dia?
"Chega, sua caipira! Deixa eu te avisar que nenhum de nós quatro vai se tornar seu noivo, inclusive Alexandre, que jamais vai gostar de você. Seja sensata e saia por conta própria ", disse Dani, que tinha a língua mais afiada da Família Gusmão. Ao ouvir essas palavras, Elisa mordeu o lábio e respondeu:
"Mas terei problemas para explicar isso ao meu avô..."
"Eu acho que só está interessada no dinheiro da nossa família. Estou avisando, vai se arrepender muito se prolongar sua estadia na nossa casa."
Elisa parecia ofendida enquanto jantava com a cabeça baixa. O fato de seu rosto ser muito feio não ajudava muito, então os quatro irmãos não estavam com vontade de comer. Como vamos fazer essa mulher entender?
Elisa ficou pasma por um momento. Alexandre? Ele deve ser o filho mais velho da Família Gusmão, aquele que teve que comparecer a uma reunião da empresa hoje! Bem, não consegui vê-lo, mas quem se importa? Nunca tive medo de nada desde que nasci.
A mulher desligou o celular e foi dormir. Talvez fosse porque sempre teve problemas para dormir em uma cama que não fosse a dela, sua cabeça ficou meio turva durante o sono. Por volta das 4h da manhã, Elisa acordou com sede. Ela estava sem maquiagem na hora e desceu as escadas de chinelo, pensando que não encontraria ninguém no meio da noite. Depois de beber um pouco d’água, subiu de volta ao quarto e deitou-se sonolenta, por isso, não acendeu as luzes. Por alguma razão, a cama estava diferente, parecia ter ficado mais confortável para dormir.
Depois de um tempo, a porta se abriu e parecia que alguém estava levantando a colcha. Elisa tinha sono leve, então acordou grogue ao sentir a presença de uma pessoa. No entanto, antes que pudesse cair em si, uma voz masculina profunda e atraente perguntou:
"Quem está aí?"
Elisa estava completamente atordoada. Como um dos Gusmãos se atreve a invadir meu quarto no meio da noite?
"Eu é quem pergunto! Quem é você? Não sabe que é falta de educação invadir o quarto de outra pessoa no meio da noite?!"
Como as luzes estavam apagadas, Elisa não conseguia ver o rosto do homem. Então, ela o ouviu dizer com desdém:
"Você é Elisa Siqueira?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apresente seu melhor jogo, senhor