Emilly ficou paralisada. Ela ergueu os olhos e olhou para Mateus.
— O que você disse? De quem você disse que é a criança?
Mateus riu com frieza.
— Precisa mesmo que eu diga de quem é a criança? Você sabe melhor do que ninguém! A criança é do Nilo!
O corpo de Emilly estremeceu levemente. Embora não quisesse que Mateus soubesse da existência da criança, agora que ele sabia, ela também não queria que ele tivesse uma ideia errada sobre a origem do bebê.
— Mateus, escute bem: essa criança não é do Nilo. É sua!
Emilly afirmou que a criança era dele.
Mateus ficou atônito por um instante e, em seguida, sorriu devagar.
— Mateus, por que está rindo? Eu não estou brincando. Essa criança realmente é sua, eu...
— Chega, Emilly! — Mateus a interrompeu, esticando a mão e segurando com força o queixo delicado dela. — Você está grávida de um filho do Nilo e ainda tem a coragem de dizer que é meu? O que você pensa que eu sou, Emilly? Acha que sou burro e fácil de enganar, ou está apenas com pena de mim?
— Eu...
— Emilly, escuta com atenção: eu não faço a menor questão dessa criança que você carrega. Que me importa de quem ela seja?
O coração de Emilly congelou no mesmo instante. As palavras que ela estava prestes a dizer ficaram presas na garganta. Diante da frieza dele, o que mais ela poderia dizer?
Ele não queria aquela criança. Não queria saber dela.
Emilly levantou a mão e empurrou o peito dele.
— Nesse caso, Presidente Mateus, solte-me. Vá embora.
Mateus ficou olhando para ela com aquele olhar frio e distante. De repente, aquilo o sufocou. Na verdade, ainda no cemitério, quando ela o olhou daquele jeito, ele já não suportava mais.
— Emilly, o Nilo é assim tão importante para você?
— Sim! Pode perguntar mil vezes, dez mil vezes, e a resposta vai ser a mesma: no meu coração, o Nilo é mais importante do que você!
Ela disse que o Nilo era mais importante do que ele!
Mateus pressionou a língua contra o lado direito da bochecha e riu, furioso.
— Se o Nilo é tão importante assim para você, então agora que ele está nas minhas mãos, não acha que deveria fazer alguma coisa por ele?
— Emilly, agora está se fazendo de santa? Tentando parecer pura e recatada? Quando se deitava comigo, fazia questão de usar preservativo. Mas com o Nilo, não precisava, né? Dois pesos, duas medidas?
Emilly já não queria mais desperdiçar uma palavra sequer com ele.
— Presidente Mateus, peço que se retire imediatamente!
Mateus se inclinou e colou os lábios nos dela.
Emilly ficou paralisada de novo ao ser beijada à força. Não esperava que, mesmo naquele momento, ele ainda ousasse fazer aquilo.
"Será que ele já beijou a Monique? A Monique não conseguiu satisfazê-lo ontem à noite?"
Ela começou a lutar com todas as forças, mas o corpo pesado dele a cercava como uma muralha, imóvel.
Emilly abriu a boca e mordeu com força o canto do lábio dele.
Mateus aproveitou a abertura e invadiu com violência, dominando sua boca por completo. Logo, o gosto metálico do sangue se espalhou pela boca dos dois.
Ele soltou os lábios vermelhos de Emilly, segurou sua cintura e a levou em direção ao sofá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...