— Mateus, me escuta. — Pediu Monique, ainda tentou se justificar.
Mateus a fitava em silêncio.
— Monique, agora não quero ouvir nada. Só quero saber onde está aquele amuleto. — Ao dizer isso, Mateus curvou os lábios num sorriso frio. — Monique, você não está mentindo para mim, está?
Monique ficou rígida.
— Mentir sobre o quê?
— A garota que me salvou naquela época não era você, era outra pessoa. Você não estaria me enganando esse tempo todo, assumindo o lugar dela, estaria?
O olhar profundo e silencioso de Mateus se fixava nela com uma superioridade calma que fez o couro cabeludo de Monique formigar. Mateus nunca tinha olhado para ela daquele jeito.
"Será que ele descobriu alguma coisa?"
Será que descobriu que ela era uma impostora?
O rosto bonito de Mateus não revelava nenhuma emoção, o que deixava Monique ainda mais inquieta. Ela não fazia ideia do quanto ele sabia.
Ela não podia confessar de jeito nenhum, isso significaria perder toda a riqueza e o status que havia conquistado.
— Mateus, não entendo o que você quer dizer. Por que você está pensando assim? — Disse Monique, com um tom magoado. — Fui eu quem te salvou naquela caverna. Você disse que me levaria embora, que cuidaria de mim. Já se esqueceu?
Mateus respondeu:
— Se foi você, melhor assim. Monique, investi mais de dez anos da minha vida em você. Se não foi você, imagina o que significa ter me enganado por todo esse tempo.
Félix perguntou a Mateus quem ele esperava que fosse, no fundo, a garota daquela noite.
Ele não sabia.
Só sentia um medo enorme.
Tinha investido mais de dez anos em Monique. Tempo demais.
Se não fosse Monique... como ele teria sido tolo.
E se a garota daquela noite tivesse sido Emilly... Ele nem conseguia imaginar. Não queria lembrar o que havia feito com Emilly.
Ele simplesmente não queria imaginar que pudesse ter sido ela.
Monique afirmou com convicção:
— Combinado.
Mateus e Monique jantaram juntos e depois saíram. Nesse momento, viram alguém. Era Emilly.
Emilly e o diretor Antônio já tinham jantado e estavam conversando do lado de fora.
Mateus parou por um instante. Não esperava ver Emilly ali, muito menos ao lado do diretor Antônio, do Centro São Remédio.
"O que esses dois estão fazendo juntos?"
Monique se espantou:
— Mateus, por que a Emilly está com o diretor Antônio do Centro São Remédio? Será que... ela está se envolvendo com ele também?
O tom de Monique era maldoso, e Mateus franziu as sobrancelhas.
Monique continuou:
— Pelo que me lembro, esse diretor Antônio é casado. E a Emilly não está saindo com o Nilo? Como é que agora ela está seduzindo o diretor Antônio? Que mulher sem vergonha. — E, dizendo isso, foi até ela. — Emilly.
Emilly se virou e viu Mateus e Monique.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...