O pouco de esperança que ainda restava no coração de Nicole morreu de vez.
Ela pegou o celular novamente e fez uma ligação.
— Quero que você descubra de quem é o filho na barriga de Cecília!
Depois de alguns ruídos do outro lado da linha, a voz de um homem respondeu:
— Eu não leio mentes.
— Eu vou preparar tudo. Quando chegar a hora, você faz exatamente o que eu mandar. Antes disso, volte para o país!
Parada diante da janela, Nicole observava a noite cair. Lá fora, tudo estava mergulhado na escuridão, mas nem a noite era tão sombria quanto a frieza que inundava seus olhos.
Nos últimos dias, Caio mandava mensagens para Cecília todos os dias. Avisava quando o tempo mudava, desejava bom dia todas as manhãs e boa noite todas as noites.
Aquilo já começava a lhe dar dor de cabeça.
Na hora do almoço, ela aproveitou para chamar Valéria para comerem juntas.
— Cecília, pelo jeito, daqui a pouco nós vamos virar uma família, não é? — Valéria abriu um largo sorriso.
— Na verdade, eu queria conversar com você sobre o Caio. — Cecília fez um gesto para que ela se sentasse.
Pelo tom de Valéria, parecia que ela já considerava o relacionamento entre os dois praticamente certo.
— O que foi? — Percebendo que a atitude de Cecília era bem diferente do que imaginava, Valéria sentou-se à sua frente. — O Caio fez alguma coisa para te chatear?
— Val, nós não combinamos. — Cecília foi direta. — No momento, não pretendo namorar nem me casar.
Ela falava com absoluta sinceridade.
Valéria ficou desapontada. Na época em que apresentou Cecília a Caio, tinha insistido um pouco demais, praticamente empurrando Cecília para aquele encontro. Mas ela acreditava genuinamente que os dois formariam um bom casal.
— É por causa da mãe dele? Por que ela está doente?

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