— Eu vou deixar vocês um pouco a sós, vou te esperar para que possamos ver como Misaluna está. — Hanna respondeu, saindo do quarto.
Ela ficou do lado de fora, próxima à porta do quarto que Morgan estava, enquanto observava ao redor. Sentia-se tentada a ir no quarto de seu irmão, mas Morgan ainda não sabia que aquele menino era irmão dela.
— Bom... vou esperar ele sair e contar... — Hanna suspirou pensativa.
De repente, ela viu um médico sair do quarto do irmão. Hanna não questionou nada, achando-o normal, enquanto o homem usava uma máscara. Assim que ele passou por ela, Hanna o analisou rapidamente pelas costas e notou algo em sua mão. Era o brasão da sua família, pendurado em um cordão de ouro.
— O que ele faz com aquilo? — Hanna se perguntou, observando o pingente balançar enquanto o homem seguia pelo corredor.
Sutilmente, ela o seguiu à distância. O homem virou à esquerda em um corredor vazio, e Hanna pensou em virar e segui-lo. Mas antes que ela pudesse agir, ele a agarrou e pressionou um algodão úmido em seu nariz. Ela se debateu, mas não conseguiu escapar das mãos fortes do homem. Ele a desmaiou e a arrastou pela escada de serviço de acesso restrito, que dava para o estacionamento.
Morgan saiu do quarto e viu Hanna seguindo pelo corredor oposto. Ao ir ao seu encontro, não a encontrou em lugar nenhum. Preocupado, ele ligou para seus homens para saberem onde ela estava enquanto analisava o corredor. Ele notou a porta de acesso restrito e a escada, e um pressentimento ruim o dominou.
Descendo rapidamente, ele viu um único carro saindo em alta velocidade. Não havia mais ninguém ali. Correndo para o seu carro, ele partiu em perseguição, sem ter certeza, mas com a convicção de que havia visto Hanna e que seu sumiço não era algo normal.
Enquanto seguia o carro discretamente, ele ligou para Oliver.
— Já encontraram Hanna? — perguntou, sem desviar a atenção da perseguição.
— Não, ela não está no hospital, nenhum dos meus homens a viu. — Oliver avisou.
— Então eu sei onde ela está! — Morgan exclamou. Acompanhe minha localização e mande a polícia me seguir. Alguém sequestrou Hanna!
Enquanto isso, Hanna permanecia inconsciente no banco de trás. O homem, agora usando um boné para cobrir o rosto, sorria de forma enigmática.
— Que golpe de sorte te encontrar assim... — ele sussurrou, brincando com uma navalha. — Sabe... eu odeio ter que começar um serviço e não o terminar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.