Cap.126: Enfim, enfim.
Hanna sucumbia à inconsciência enquanto seu corpo se afundava inexoravelmente nas profundezas do lago. Uma sensação de leveza tomava conta dela, como se os braços de Misa a envolvessem em um abraço caloroso. Mas a escuridão a dominou antes que ela pudesse compreender o que se passava.
— Aqui! — Morgan bradou com toda a força de seus pulmões, após subir com as duas jovens e nadar de volta à superfície. Com todas as suas energias, ele e os outros rapazes que acudiram ao chamado lutaram para manter Hanna e Misa à tona. Murilo, com movimentos rápidos e precisos, nadou em direção a elas, enquanto os outros os auxiliavam a impulsioná-las de volta ao píer.
— Chamem uma ambulância! — Murilo gritou, assumindo o comando da situação. Ele iniciou as manobras de reanimação em Misaluna, enquanto Morgan fazia o mesmo com Hanna. Com esforço conjunto, conseguiram fazer com que as duas expelissem a água que haviam engolido. Misaluna, recuperando gradativamente a consciência, ergueu-se abruptamente, o peito ardendo em dor. Seus olhos encontraram os de Morgan, e a imensidão de gratidão por terem sido salvas a invadiu. Ao notar que Hanna ainda permanecia inconsciente, uma onda de culpa a dominou.
— Hanna... — Com a voz fraca e carregada de angústia, ela tentou se aproximar, mas Murilo a deteve com firmeza. Morgan, ao lado de Hanna, observava-a com apreensão, aguardando ansiosamente por qualquer sinal de que ela despertasse.
— Me perdoe... — Misaluna sussurrou, as palavras entrecortadas por soluços. — Eu não queria te levar junto comigo... Eu não queria que você tivesse que me salvar...
— O que está dizendo? — Morgan questionou, a confusão estampando em seu rosto. Nesse instante, Hanna reagiu, tossindo e recuperando o fôlego. — Céus... que bom... — ele murmurou, envolvendo-a em um abraço apertado, aliviado por tê-la de volta em seus braços.
— Desculpa, Hanna... — Misaluna insistiu, ajoelhada ao lado da amiga.
— Por quê? — Hanna perguntou com a voz fraca, amparada pelos braços de Morgan, que observava a cena com confusão.
— Eu estava cansada, mas não imaginei que quase te arrastaria comigo.
— Estamos todos te ajudando! — Hanna explodiu em desespero. — Estamos aqui por você, por amor! Você acha que se matar vai resolver tudo? E todo o nosso esforço? Tudo que construímos até hoje não significa nada para você? — Sua voz subiu em tom de raiva enquanto se levantava.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.