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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 181

Após voltar de Vale Sereno, Leonardo foi diagnosticado com depressão severa e precisou ser internado para tratamento.

Durante o período de internação, muitas pessoas foram visitá-lo, mas nenhuma delas era Helena.

Sempre que alguém abria a porta do quarto, Leonardo prendia a respiração, com os olhos fixos na entrada, cheio de esperança.

Mas, todas as vezes, ele se decepcionava. Seus olhos se abaixavam, e seus ombros caíam em resignação.

Desde o amanhecer até o cair da noite, ele esperava por aquela que desejava ver mais do que qualquer outra pessoa, mas ela nunca aparecia.

O coração de Leonardo se apertava de dor. Desesperado, ele pensava que sua Helena realmente nunca mais voltaria.

“Helena, sem você, viver não faz mais sentido.”

…

Na hora do jantar, Maria entrou no quarto acompanhada dos cuidadores para levar a refeição de Leonardo.

No instante em que abriu a porta, Maria soltou um grito estridente, largou a bandeja de comida e correu para o lado de Leonardo.

— Leonardo! — Gritou Maria, segurando-o com força. — Leonardo, não faz isso! Não me assusta assim! Por favor, para com isso!

Ao entrar no quarto, Maria viu a cena desesperadora: Leonardo segurava uma faca de frutas e estava cortando os pulsos.

As lágrimas de Maria escorriam sem parar.

— Meu filho, como você pode ser tão tolo? O que está passando pela sua cabeça? Como eu vou viver se você fizer isso?

O sangue já havia manchado os lençóis, e um corte profundo no pulso de Leonardo vertia sangue incessantemente.

Os olhos de Leonardo estavam vazios, o rosto completamente apático. Não importava o que Maria dissesse, ele não ouvia nada. Sua mente estava tomada por um único pensamento: “Helena não me quer mais. Helena nunca mais vai voltar.”

Ele sentia uma dor insuportável no peito, como se o ato de respirar fosse um castigo. Viver não fazia mais sentido. A dor era insuportável.

O cuidador, atônito, saiu correndo pelos corredores chamando por ajuda.

Logo, médicos e enfermeiros chegaram e levaram Leonardo para a sala de emergência.

Maria, desesperada, chorava no corredor, completamente fora de si.

— Que tragédia! Meu Deus, que tragédia! Leonardo, por que você foi tão insensato?

…

— Foi.

— Ele desmaiou na neve. Hoje, quando fui visitá-lo, encontrei ele no quarto tentando cortar os pulsos. Helena, o que você fez com ele ontem? Por que ele chegou a esse ponto?

Helena franziu a testa.

— O que eu teria feito?

Maria, ainda chorando, tentou apelar:

— Helena, eu sei que no passado eu fui preconceituosa com você. Reconheço que errei ao subestimá-la. Me desculpe por isso. Mas, por favor, venha ao hospital. Fale com o Leonardo. Ele foi salvo, mas os médicos dizem que ele não tem mais vontade de viver. Ele precisa de você, Helena.

— Me desculpe, mas isso não tem nada a ver comigo.

Maria, ao ouvir isso, sentiu a raiva tomar conta. Sua voz ganhou um tom de acusação.

— Helena, como você pode ser tão cruel? Você não tem coração? Leonardo tentou se matar por sua causa, e você nem sequer quer vê-lo?

Helena riu, incrédula.

— Cruel? Se é assim que você me vê, não posso fazer nada.

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