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Antes uma tola por amor, agora protagonista romance Capítulo 385

Quando Rhea estava prestes a obedecer, alguém bateu à sua porta.

Era Polly, trazendo um prato de frutas.

Ainda bem que Rhea tinha trancado a porta.

Ela rapidamente silenciou o celular e respondeu em direção à porta:

— Estou tentando dormir, mãe.

— Tudo bem, querida. Descanse um pouco — disse Polly.

Assim que Polly se afastou, Rhea voltou a ativar o som do aparelho.

No instante em que a tela se acendeu, um lampejo de repulsa cruzou seu rosto.

Ainda assim, sua voz saiu suave e doce:

— Você está mesmo tão impaciente assim, não é?

O rosto de William não aparecia na tela, mas Rhea conseguia imaginá-lo perfeitamente — os traços contorcidos entre prazer e desespero.

— Anda, amor, eu preciso de você. Preciso tanto de você — ele gemeu.

— Eu estou aqui. Bem aqui embaixo de você. Olhe para mim...

A ligação se estendeu por um bom tempo até que, finalmente, o quarto mergulhou em silêncio outra vez.

Ambos ofegavam, as respirações entrelaçadas pela linha.

William estava mergulhado em êxtase — exatamente o momento que Rhea aguardava.

Ela não havia esquecido o motivo daquela ligação.

Caso contrário, todo seu esforço teria sido em vão.

— Professor, minhas provas de pós-graduação estão chegando. Poderia me dar alguns conselhos? — ela pediu, num tom suave.

...

Na manhã seguinte, Kylie mal havia entrado no escritório quando Elmer apareceu.

Ele não se deu ao trabalho de cumprimentar:

— Quero receber meu dividendo trimestral adiantado.

Kylie parou no meio da leitura, os dedos repousando sobre o arquivo.

— Você quer antecipar o recebimento do dividendo?

— Sim. Tenho esse direito, não tenho? — ele rebateu, impaciente.

Kylie finalmente ergueu os olhos, a voz fria e controlada:

— Se conseguir a aprovação do conselho e o aval de todos os acionistas, pode sim.

Ela fechou o arquivo e bateu duas vezes com ele na mesa.

— Mas parece que você esquece que a Zenslie teve prejuízo durante anos. Só consegui reestruturar as dívidas da empresa depois que assumi. Mal há lucro líquido para distribuir. De onde você acha que esse dinheiro vai sair?

— Não venha com esse papo técnico. Só diga se vou receber ou não!

A resposta de Kylie foi curta e cortante:

— Não vai.

Elmer saiu batendo a porta. O estrondo ecoou pelo escritório.

Mona entrou com uma pilha de documentos bem a tempo de presenciar a cena. Franziu a testa:

— Ele tem o temperamento de um herdeiro mimado, mas sem nenhuma elegância. Será que vai pagar por essa porta?

Kylie assinou os papéis um a um e os devolveu:

Naquela manhã, Kylie acordou cedo e dirigiu até a Universidade Slegate.

Não pisava no campus havia quatro anos, e tudo parecia completamente diferente agora.

Tirou uma foto rápida na entrada e enviou para Skye, que estava em algum lugar remoto gravando um filme, pedindo que lhe desejasse sorte.

Skye respondeu na hora:

— Que coincidência! Estou interpretando uma deusa da sabedoria neste filme. Você está abençoada agora!

Kylie riu:

— Então vou aceitar toda sorte que você puder me dar.

— Amiga, vamos lá! Acredite em si mesma! Você era o braço direito da Vortex e ainda conseguiu se formar no topo da turma com bolsa integral!

— Não fiquei em último lugar uma vez? — provocou Kylie.

Skye respondeu com uma chuva de emojis revirando os olhos:

— Só porque você faltou à prova!

Era engraçado lembrar disso. Kylie tirou o primeiro lugar tantas vezes que ninguém mais se surpreendia.

Mas, naquela única vez em que ficou em último? O fórum da escola explodiu.

Depois disso, quando pensavam em Kylie, lembravam daquele post — e das palavras “última colocada”.

Até a própria Kylie brincava com isso às vezes, dizendo ser “a garota que ficou em último”.

Então Skye rebateu:

— Kylie, para de ser tão modesta!

Trocaram mais algumas mensagens antes de Kylie guardar o celular e seguir em direção aos portões do campus.

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