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Antes uma tola por amor, agora protagonista romance Capítulo 18

O último calor?

Não. Ela não precisava mais disso.

Kylie puxou a mão de volta, a voz calma e distante. “Não veio aqui por isso, veio?”

Os dois sabiam o que aquilo era.

Mesmo que ele não dissesse, ela sentia, era o fim.

Os dedos de Axel roçaram de leve a cintura dela.

Ele sabia exatamente onde ela era mais sensível.

Kylie congelou, um arrepio subindo pela espinha.

A voz dele baixou ao lado do ouvido dela. “Acabou?”

Então eles finalmente tinham chegado ali.

À beira.

Axel se inclinou, perto demais, a respiração quente contra a pele dela.

Aquela provocação silenciosa costumava deixá-la louca.

Mas naquela noite, só a deixava enjoada.

Ela o empurrou.

Mas antes mesmo de a mão sair do peito dele, ele ergueu o queixo dela e a beijou.

Foi repentino.

Rápido demais.

Ela nem teve tempo de virar o rosto.

Kylie já tinha sido viciada nos beijos dele.

Ele era um homem que não fumava, não bebia, sempre tinha gosto de menta e ar da manhã.

Beijá-lo era como mergulhar em água fria depois de um sonho febril.

Mas agora… Ela virou o rosto, quebrando o contato.

Axel parecia não notar. Os lábios dele roçaram a orelha dela enquanto ele sussurrava de novo, a respiração quente e áspera: “Acabou?”

Eles estavam tão próximos que ela sentia o calor dele atravessando a roupa.

Rhea não tinha sido suficiente para ele nesses últimos dias?

Então, como se sentisse os pensamentos dela, a mão de Axel apertou a cintura dela com mais força e a empurrou contra a mesa de jantar.

A distância entre eles desapareceu.

“Se não responder”, murmurou: “Descubro sozinho.”

A mão dele começou a descer.

Kylie a segurou, percebendo, num sobressalto, que ele não estava falando do relacionamento deles.

Ele perguntava se o período dela tinha acabado.

Ela abriu a boca para explicar, mas o celular dele tocou.

O som cortou o silêncio como uma lâmina.

Ela conhecia aquele toque.

Era o número particular dele.

Axel puxou o celular sem hesitar.

Os olhos de Kylie foram direto para a tela.

Rhea.

Algo dentro dela se quebrou.

Ela agarrou o pulso de Axel, ficou na ponta dos pés e o beijou com força.

Dessa vez, ele virou o rosto.

“Não”, disse, de forma seca.

A risada dela foi amarga. “O quê? Não era isso que você queria?”

Diziam que quando um homem era dominado pelo desejo, esquecia de tudo o resto.

A calma firme dele a ancorou.

“Só espero que os resultados dos exames sejam bons”, disse ela.

“Já falei com a equipe do hospital. Se precisar de qualquer coisa, procure o Doutor Ramos.”

Ele tinha deixado tudo organizado.

“Obrigada, Axel”, ela disse, de novo.

Dessa vez, o olhar demorou mais. Havia algo além de gratidão ali.

Depois de sair do hospital, Axel ligou para Kylie no caminho para casa.

Ele queria perguntar quanto tempo ela ainda ficaria afastada, quando voltaria ao trabalho.

Mona tinha virado o escritório de cabeça para baixo na ausência dela, e Axel odiava o caos.

Mas o celular dela estava desligado.

Em sete anos, aquilo nunca tinha acontecido.

As sobrancelhas dele se franziram, um leve desconforto passando pelo rosto.

Pela primeira vez, ele percebeu...

Kylie estava mudando.

Ele não sabia dizer como, mas ela não era mais a mesma mulher.

....

Três dias depois, Kylie finalmente voltou ao escritório.

No instante em que se sentou, Mona correu até ela, parecendo meio fora de si.

“Kylie! Graças a Deus você voltou! Se não tivesse aparecido hoje, eu podia ter perdido meu funeral!”

Kylie sorriu. “O que aconteceu com você?”

Ela estava de um humor estranhamente bom.

Depois de sete anos se moldando para caber na sombra de outra pessoa, finalmente tinha começado a se sentir viva de novo.

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