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Antes uma tola por amor, agora protagonista romance Capítulo 13

Crispin saiu apressado na frente para alcançar os dois.

Kylie ficou onde estava. Uma dor aguda se torceu em seu ventre.

Quem realmente gosta de jantares de negócios, afinal?

Durante anos, ela se forçou a sorrir, encantar e impressionar qualquer um que pudesse virar parceiro da Vortex.

Mas para Axel, nada disso importava.

Todo o esforço que ela colocava só virava mais munição para ele destruí-la.

Ela levou um momento para controlar a respiração.

Não foi atrás deles. Em vez disso, pressionou as duas mãos contra o estômago e se agachou lentamente.

O efeito do analgésico tinha passado.

Quando Crispin voltou com Axel e Rhea, Kylie estava sentada em uma cadeira, tomando o chá quente que a faxineira tinha preparado.

“Sra. Rehbein, você está bem?”, ele perguntou, a preocupação marcando o rosto. “Está muito pálida.”

“Estou bem. Só não estou me sentindo muito bem. Não é nada sério”, Kylie dispensou, como sempre fazia.

A faxineira não acreditou. “Cólicas não são brincadeira, mocinha. Você precisa descansar!”, repreendeu, balançando o dedo.

Axel franziu a testa e, pela primeira vez, disse algo minimamente decente. “Se não está bem, vá a um médico. Por que continuar se forçando?”

“Hospital não vai ajudar”, Kylie disse, levantando-se. “Já terminamos a visita?”

Ela só queria acabar com aquilo para poder voltar para o hotel e descansar.

Rhea se intrometeu, toda animada: “Ainda não vimos o outro lado.”

“Essa parte é uma oficina novinha”, explicou Crispin. “Ainda está em construção. Não tem muita coisa para ver.”

Mas, claro, Rhea não deixou passar. “Mesmo assim quero ver. O que vimos antes foi tudo preparado para exibição. Não mostra como as coisas realmente funcionam.”

Crispin pareceu desconfortável. “Está tudo bagunçado lá dentro.”

“Tudo bem. Só quero dar uma olhada rápida”, Rhea insistiu. “Já que vou gerenciar esse projeto depois, preciso entender direito.”

Axel não disse nada... Nem precisava. O silêncio dele era permissão suficiente.

Crispin suspirou. “Tudo bem, mas vocês vão precisar de capacetes lá dentro.”

Rhea se inclinou para Axel, rindo baixinho. “Nossa, vou ficar horrível com um desses... Não olhe demais, ou vai estragar a imagem perfeita que tem de mim.”

“Como poderia?” Axel sorriu para ela. “Você sempre vai ser perfeita para mim.”

Isso arrancou outra risada de Rhea, e ela esqueceu completamente o capacete.

Kylie não queria ir. O estômago doía, o corpo estava pesado, e a paciência tinha acabado.

Mas, antes que pudesse se desculpar, Rhea se virou para ela com aquele sorriso educado e açucarado.

“Sra. Rehbein, venha conosco. Você explica tudo tão claramente. O Sr. Field usa termos técnicos demais, eu me perco.”

Kylie não pensou, o braço se estendeu na direção de Axel, puro reflexo, nascido de sete anos de hábito.

Mas ela só agarrou o vazio.

O estrondo foi ensurdecedor. Algo afiado raspou seu braço, abrindo um corte ardente.

No meio do barulho, ela ouviu a voz de Rhea, em pânico. “Axel!”

“Não tenha medo.” A voz dele estava firme, calma. O corpo alto dele cobriu Rhea completamente, recebendo o impacto quando as caixas atingiram suas costas.

Cada batida ecoou pelo galpão como um tambor.

As pessoas correram, puxando caixas, gritando ordens.

Alguém empurrou Kylie para o lado. Ela tropeçou, bateu na parede, quase perdeu o equilíbrio.

Mesmo no caos, ela viu claramente... Axel protegendo Rhea com o próprio corpo, segurando-a como se nada mais importasse.

O braço dela pulsava. O sangue escorria do corte.

Ela olhou para baixo e soltou uma risada amarga.

O medo e o pânico se dissiparam, deixando apenas clareza.

Hábito era uma coisa perigosa.

Mesmo em um momento de vida ou morte, o primeiro instinto dela ainda tinha sido protegê-lo.

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