Não se sabia se era raiva ou outra coisa.
"Clara, já chega dessa confusão?" Ele perguntou, palavra por palavra.
Clara sorriu com ironia: "O que você quer? Nem mesmo se eu te ajudar é suficiente?"
"Se você quiser ficar com sua irmã e viverem juntos, acredito que você consiga suportar o julgamento dos outros." Havia veneno nas palavras dela.
Genival manteve o maxilar tenso, fitando-a: "Quando você vai amadurecer? Tudo que você fez com a Sheila, ela já te perdoou. Quando é que você vai encarar seus próprios erros?"
Clara ficou chocada e confusa: "Erro? O que eu fiz?"
Ela realmente não sabia.
Mas, para Genival, isso era só mais uma prova de que ela não se arrependia.
Ele estava um pouco decepcionado.
Porém, Sheila também não estava errada.
Mesmo sabendo que Clara quase destruiu Sheila, quase a fez morrer naquela serra gelada, ele ainda não conseguia se desapegar de Clara, afinal, todos aqueles anos de relação não eram mentira.
"Já que você não quer decidir hoje, deixamos para depois."
Ele não explicou muito.
Se falasse claramente, provavelmente tudo viraria um caos novamente.
Na época, Sheila não se importou, mas ele, às escondidas, chegou a olhar o histórico de ligações do celular de Clara.
De fato, Sheila tinha ligado para Clara.
Naturalmente, ele também não queria aceitar nem acreditar nisso.
Mas naquela época, Sheila quase entrou em colapso por causa do problema no pé, já que, desde pequena, ela fazia balé.
Era como matar o sonho dela.
Depois, ela acabou mudando de área.
Isso era uma dívida entre ele e Clara. Clara era sua esposa, e ele se sentia responsável por parte disso.
Genival respirou fundo, de repente se lembrando de Alexandre, que acabara de aparecer.
Sentiu um desconforto inexplicável, e, diferente do habitual, disse: "Eu prometo, o casamento vai acontecer no prazo certo. Daqui pra frente, vamos viver bem, eu disse que não vou te decepcionar. Não vai acontecer nada fora do esperado, espero que você consiga confiar em mim como deve."
Genival foi embora.
Ele não queria discutir mais nada com Clara.
Clara, no entanto, ficou tão irritada que o peito subia e descia.
Tanto que ela ficou ainda mais decidida sobre o que deveria fazer.
As palavras de Genival, ela naturalmente questionava.
Clara estava sendo maquiada sob o olhar de uma sala cheia de gente.
Ela franziu a testa em silêncio, olhando para os seguranças ao redor.
Clara não se esquivou e disse abertamente: "Meu pai tem medo que eu fuja, então mandou gente pra me vigiar esses dias."
Achava aquilo ridículo.
De fato, se ela não quisesse casar, dariam um jeito de fazê-la casar.
"O que você está sentindo?" Celeste percebeu o cansaço de Clara.
Ficou com o coração apertado.
Clara respirou fundo: "Todo mundo está me pressionando, então só me resta destruir essa aparência de dignidade."
Celeste percebeu que Clara já tinha um plano.
Mas hoje, muita gente importante estava ali embaixo.
Gente de peso.
Dias antes, ela nem conseguia contato com Clara, que estava sob a vigilância total de Stefan.
"Você quer dizer que..." Celeste segurou a mão dela.
Clara sorriu de canto, mas era um sorriso amargo: "Genival já me machucou tantas vezes, hoje, não seria exagero deixá-lo passar um pouco de vergonha, não é?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...