A emissão do certificado foi rápida. Com o selo oficial carimbado, a funcionária entregou a cada um deles um exemplar.
Celeste abriu o seu e deu uma olhada.
Os dois sentaram lado a lado. Amadeu não tinha a expressão fria que ela imaginava; na verdade, parecia até relaxado.
Quando levantou a cabeça, percebeu que Amadeu justamente colocava o certificado de casamento no bolso e a olhava: "O apartamento onde vamos morar ainda não está pronto, então, por enquanto, você pode ficar no meu outro imóvel. Pode ser?"
Celeste imediatamente balançou a cabeça afirmando: "Pode."
Amadeu abriu a porta do carro e, justamente quando ia entrar, o celular tocou.
Era uma ligação urgente de trabalho. Atendeu enquanto olhava para Celeste: "Vá você para casa primeiro, arrume suas coisas e mude para lá. Eu ainda tenho coisas para resolver."
Ele não lhe deu chance de perguntar mais nada e fechou a porta do carro direto.
As palavras de Celeste ficaram presas na garganta.
Ela realmente não fazia ideia de que teriam que morar juntos.
Achava que Amadeu não levaria o teatro tão longe, que seriam apenas um casal na aparência, cada um vivendo sua própria vida em particular.
Afinal, ele nem parecia tão satisfeito com ela assim.
O motorista então falou: "Senhora, vou levá-la para arrumar suas coisas. Tem muita coisa? Se tiver, posso mandar alguém para ajudar, assim você não se preocupa."
Celeste teve a sensação de que tudo já estava planejado. Hesitou um pouco, mas ainda assim balançou a cabeça: "Não precisa, não tenho muita coisa, só algumas roupas e livros."
Quando estava na Família Salazar, nunca teve muito espaço. Depois que saiu da faculdade, vivia de modo simples, então realmente não tinha muita coisa.
O motorista acelerou.
Amadeu observou o carro se afastar. Logo outro veículo veio buscá-lo.
Ele foi direto para a empresa.
Precisava decidir questões em uma reunião de emergência.
No salão de reuniões, as discussões não paravam.
Ele se recostou na cadeira; o peso do certificado de casamento no bolso era impossível de ignorar.
Baixou os olhos, tirou o certificado discretamente debaixo da mesa.
Abriu e olhou para a foto dele com Celeste.
Um sutil sorriso apareceu em seus lábios.
Pela primeira vez, deixou seus pensamentos vagarem durante uma reunião.
Pegou o celular e tirou uma foto do certificado de casamento aberto.
Instintivamente, abriu o aplicativo e subiu a foto para o feed, digitando três palavras: "Casei-me."
Mas antes de enviar,
Ficou pensativo, batendo de leve com o dedo no aparelho.
Não parecia certo.
-
Celeste voltou ao pequeno apartamento que alugava para arrumar suas coisas: eram só duas malas e uma caixa. O motorista a ajudou a descer com tudo e a levou até o outro imóvel de Amadeu.
Era um apartamento amplo, quase quatrocentos metros quadrados.
Ficava relativamente perto do Vencedor.
Celeste nunca tinha ido ali antes; era a primeira vez, e sentia-se um pouco constrangida ao olhar para o motorista, que acabara de ajudá-la a subir com as malas.
"Por favor, qual é a senha?"
O motorista ficou surpreso: "O Diretor Nascimento não disse? É 0518."
Celeste ficou um pouco confusa, mas achou curioso: era o mesmo dia do anúncio de nascimento da U.N2.
Mas não pensou muito sobre isso. "Certo, obrigado, pode ir."
O motorista precisava voltar para a casa antiga e ajudar nos preparativos, então logo desceu.
Antes de sair, olhou de novo para cima, coçando a cabeça, ainda sem entender.
Também não sabia qual era o plano do Diretor Nascimento; ele chegou cedo no cartório e ficou esperando mais de uma hora, antes mesmo de abrirem as portas.
Depois recebeu uma ligação e saiu correndo para o hospital.
E acabou trazendo a senhora para cá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...