Não havia tempo para se preocupar com tantos detalhes; no fim das contas, qualquer problema que surgisse, Amadeu seria capaz de resolver.
Depois de terminar a maquiagem e vestir o vestido de noiva, já eram dez e meia.
Celeste deu leves tapas no rosto para se animar.
Amadeu também já vestira seu terno sob medida; alto e elegante, raramente ela via alguém que ficasse tão bem de terno, uma mínima diferença no corpo já não teria o mesmo efeito.
Amadeu se aproximou, lançando-lhe um olhar de soslaio: "Diretora Barreto, controle sua cobiça nos olhos, tenha compostura."
Celeste, porém, não se sentiu constrangida.
Mesmo depois de tantos anos de casamento.
Ela sempre reconhecera o encanto do Amadeu.
Só então percebeu como o tempo era apertado, puxando-o apressada para sair. "Você está tão tranquilo… Vamos acabar nos atrasando."
Amadeu segurou sua mão de volta. "Entre nesse carro."
Ele levou Celeste para seu próprio RR. Celeste, intrigada, perguntou: "Não vamos no carro da cerimônia?"
Amadeu arqueou levemente as sobrancelhas. "Não."
Celeste não conseguiu entender.
Mas também não se importou, bocejou e fechou os olhos para descansar.
Já sentia que era quase uma guerreira de ferro.
Pensando em como o dia seria exaustivo, não queria perder nem um segundo de descanso.
Nos últimos dias, haviam surgido testes extras no trabalho, o que a deixara sobrecarregada.
Vendo-a tão cansada, Amadeu fez uma piada: "E se desistíssemos de tudo?"
Celeste achou que ele falava sem pensar: "Um evento desse tamanho e você acha que é só cancelar assim? Sua avó e todos os outros iriam te caçar."
Um leve sorriso atravessou os olhos de Amadeu, sem dar muita importância. "O resultado seria o mesmo, o processo não importa."
Era uma verdade.
Mas o casamento de hoje era grandioso; só entre os convidados estavam os principais meios de comunicação do país.
Diversas famílias tradicionais viajaram de todas as partes para participar.
O casamento do líder do Grupo Nascimento e a celebração do primeiro mês da pequena princesa do Grupo Nascimento já eram fatos públicos, atraindo a atenção de muita gente; era impossível que o evento não acontecesse.
Amadeu segurou a mão de Celeste, entrelaçou o dedo mínimo ao dela, observando a aliança em seu anelar. "Há uma coisa muito importante para a qual preciso da sua resposta."
Celeste abriu os olhos de repente e olhou para ele.
Encontrou aquele olhar entre sério e divertido.
Lucinda torceu os lábios: "Você sabe cuidar? Passei um verão inteiro ajudando minha irmã com as crianças, tenho mais experiência."
Mônica, que estava ao lado do berço, franziu a testa: "Vocês duas já desinfetaram as mãos? Lavaram? Não podem tocar carregando bactérias."
Pronto.
As duas foram barradas.
Clara também concordou com o conselho da pequena Mônica.
Bebês eram diferentes deles, exigiam muito mais cuidado.
Lucinda imediatamente tirou lenços desinfetantes da bolsa e limpou as mãos sorrindo: "Eu sabia, já vim preparada."
Clara: "…"
Ela já dissera, nunca se dava bem com Lucinda, era sempre Lucinda quem parecia ter mais presença de espírito.
Vendo Lucinda sair na frente, Clara ficou frustrada e olhou o relógio, pronta para perguntar a Celeste quando ela iria chegar.
Antes que pudesse falar,
Alguém entrou correndo apressado do lado de fora,
com uma expressão de extremo pânico.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...