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Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados romance Capítulo 847

Não havia tempo para se preocupar com tantos detalhes; no fim das contas, qualquer problema que surgisse, Amadeu seria capaz de resolver.

Depois de terminar a maquiagem e vestir o vestido de noiva, já eram dez e meia.

Celeste deu leves tapas no rosto para se animar.

Amadeu também já vestira seu terno sob medida; alto e elegante, raramente ela via alguém que ficasse tão bem de terno, uma mínima diferença no corpo já não teria o mesmo efeito.

Amadeu se aproximou, lançando-lhe um olhar de soslaio: "Diretora Barreto, controle sua cobiça nos olhos, tenha compostura."

Celeste, porém, não se sentiu constrangida.

Mesmo depois de tantos anos de casamento.

Ela sempre reconhecera o encanto do Amadeu.

Só então percebeu como o tempo era apertado, puxando-o apressada para sair. "Você está tão tranquilo… Vamos acabar nos atrasando."

Amadeu segurou sua mão de volta. "Entre nesse carro."

Ele levou Celeste para seu próprio RR. Celeste, intrigada, perguntou: "Não vamos no carro da cerimônia?"

Amadeu arqueou levemente as sobrancelhas. "Não."

Celeste não conseguiu entender.

Mas também não se importou, bocejou e fechou os olhos para descansar.

Já sentia que era quase uma guerreira de ferro.

Pensando em como o dia seria exaustivo, não queria perder nem um segundo de descanso.

Nos últimos dias, haviam surgido testes extras no trabalho, o que a deixara sobrecarregada.

Vendo-a tão cansada, Amadeu fez uma piada: "E se desistíssemos de tudo?"

Celeste achou que ele falava sem pensar: "Um evento desse tamanho e você acha que é só cancelar assim? Sua avó e todos os outros iriam te caçar."

Um leve sorriso atravessou os olhos de Amadeu, sem dar muita importância. "O resultado seria o mesmo, o processo não importa."

Era uma verdade.

Mas o casamento de hoje era grandioso; só entre os convidados estavam os principais meios de comunicação do país.

Diversas famílias tradicionais viajaram de todas as partes para participar.

O casamento do líder do Grupo Nascimento e a celebração do primeiro mês da pequena princesa do Grupo Nascimento já eram fatos públicos, atraindo a atenção de muita gente; era impossível que o evento não acontecesse.

Amadeu segurou a mão de Celeste, entrelaçou o dedo mínimo ao dela, observando a aliança em seu anelar. "Há uma coisa muito importante para a qual preciso da sua resposta."

Celeste abriu os olhos de repente e olhou para ele.

Encontrou aquele olhar entre sério e divertido.

Lucinda torceu os lábios: "Você sabe cuidar? Passei um verão inteiro ajudando minha irmã com as crianças, tenho mais experiência."

Mônica, que estava ao lado do berço, franziu a testa: "Vocês duas já desinfetaram as mãos? Lavaram? Não podem tocar carregando bactérias."

Pronto.

As duas foram barradas.

Clara também concordou com o conselho da pequena Mônica.

Bebês eram diferentes deles, exigiam muito mais cuidado.

Lucinda imediatamente tirou lenços desinfetantes da bolsa e limpou as mãos sorrindo: "Eu sabia, já vim preparada."

Clara: "…"

Ela já dissera, nunca se dava bem com Lucinda, era sempre Lucinda quem parecia ter mais presença de espírito.

Vendo Lucinda sair na frente, Clara ficou frustrada e olhou o relógio, pronta para perguntar a Celeste quando ela iria chegar.

Antes que pudesse falar,

Alguém entrou correndo apressado do lado de fora,

com uma expressão de extremo pânico.

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