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Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados romance Capítulo 842

No exterior, tudo dependia dela como engenheira-chefe, e seu tempo era extremamente apertado.

Ela só pôde rapidamente tirar as medidas do corpo para encomendar o vestido de noiva.

Desta vez, o Brasil enviara uma equipe de proteção pessoal para acompanhá-la, com voo fretado exclusivo para levá-la.

Clara Braga ainda não tinha retornado de lá, e Celeste também precisava ir para comandar a situação geral.

Amadeu, porém, não expressou nenhuma opinião.

Celeste tinha um mundo vasto para explorar, e ele não seria o tipo de homem a prendê-la; ao contrário, seria sempre o apoio para ajudá-la a decolar, onde quer que estivesse.

Mesmo assim, ele realmente não queria ficar longe dela.

Também achava que algumas decisões dos superiores eram desumanas demais.

Na verdade, nunca gostou da ideia de "quanto maior a capacidade, maior a responsabilidade", como se quem estivesse disponível tivesse a obrigação de carregar tudo nas costas.

Mas...

Ao ver Celeste sentada no banco do carona, concentrada olhando o iPad e estudando códigos, ele percebeu:

Ela gostava disso mais do que qualquer outra coisa.

Na verdade, quando Celeste saiu de casa naquele dia, sua mente estava uma bagunça. Separar-se de Renata a deixava desconfortável; antes, nunca fora alguém de apegos, mas ao ver Renata segurando sua mão e sorrindo, ela, sem graça, acabara chorando.

Só podia usar o trabalho para se anestesiar temporariamente.

Talvez tivesse percebido o estado de espírito de Celeste.

Amadeu estendeu a mão e apertou levemente a nuca dela: "Quer que eu leve a Renata para te acompanhar?"

Celeste lançou-lhe um olhar: "Você aguentaria, mas a Renata não. O lugar é difícil, não brinca."

Amadeu, claro, estava brincando. Vendo que ela já recuperava um pouco da energia, voltou o olhar de lado: "Quando foi que eu disse que aguentaria? Eu estava pensando, se você não conseguir voltar a tempo para o casamento, como vou conseguir realizar tudo direitinho?"

Celeste estalou a língua: "Então por que quis cuidar disso? Precisava marcar para o mês que vem?"

"Sim, é para os outros verem."

Amadeu não explicou mais.

Ele sabia que, no fundo, era muito ciumento.

Mesmo não sendo uma pessoa de implicâncias, quando se tratava dela, não abria mão de nada.

"Não tem mais nada pra me dizer?" Amadeu segurou o cinto do sobretudo dela, impedindo que ela se afastasse.

Celeste virou a cabeça: "Por exemplo?"

Os olhos belos de Amadeu a miravam, os dedos brincando levemente com o cinto na cintura dela: "Quanto tempo, mais ou menos? Uns dias?"

Celeste fez as contas: "Uns vinte dias, mais ou menos. É urgente?"

"Posso aguentar esse tempo, mas depois vou passar mais vinte dias sozinho, contando nos dedos. Você acha isso tranquilo?" Ele falava tudo isso com naturalidade, sem corar, mantendo o semblante digno.

Celeste ficou sem palavras, engasgada.

De repente, lembrou que, quando se tratava da vida conjugal, Amadeu era do tipo que, ou não fazia nada, ou, quando começava, não tinha fim.

Percebeu agora que, mesmo quando estavam brigados, ele voltava todo mês para "cumprir o dever", e nunca era de qualquer jeito: sempre fazia questão de que ela entrasse no clima, nunca era só por si. Pensando bem agora...

Qual era a diferença entre isso e alguém de cara fechada ainda assim prestando um serviço?

Brigava com ela, mas ainda voltava para cuidar...

Celeste, de repente, ficou curiosa sobre o que se passava na cabeça de Amadeu naqueles dois anos.

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