A dor lancinante fez o homem soltar um grito terrível, ao mesmo tempo em que o álcool desapareceu completamente de sua mente.
Com a mão segurando o punho torcido, ele começou a xingar em voz alta.
Nesse momento, dois homens de terno preto entraram rapidamente no bar e, sem rodeios, levaram o homem resmungão para fora.
O bar voltou a ficar silencioso, mas havia um certo cheiro de tensão no ar.
Antes, todos os olhares estavam voltados para Jéssica Nascimento. Agora, porém, ninguém mais ousava encará-la.
— Sente-se.
Jéssica Nascimento sentou-se, e Guilherme Serra ocupou o lugar ao lado dela.
— Você colocou um microfone ou rastreador em mim?
Jéssica Nascimento virou o rosto e lançou um olhar de desconfiança para Guilherme Serra.
Ela só queria um pouco de sossego, beber um pouco, mas acabou esbarrando novamente em Guilherme Serra.
— Você troca de roupa, troca de bolsa... Mesmo que eu quisesse instalar um rastreador, teria que me dar uma oportunidade.
O argumento dele até fazia sentido, mas Jéssica Nascimento não acreditava que esse encontro fosse mera coincidência.
Antes que pedisse a segunda bebida, o bartender já lhe entregava uma taça de martíni.
— Eu não pedi nada...
— Foi este senhor aqui que pediu para você.
O bartender indicou Guilherme Serra com um aceno de cabeça.
Jéssica Nascimento ergueu a taça e tomou um pequeno gole. O aroma frutado do martíni envolveu sua língua imediatamente.
— Por que você insiste tanto em aparecer na minha vida?
— E por que Cesar Batista não está com você?
Guilherme Serra não respondeu à pergunta de Jéssica Nascimento, devolvendo com outra pergunta.
— Uma mulher sozinha num bar facilmente vira alvo.
Na memória de Guilherme Serra, Jéssica Nascimento raramente frequentava lugares como aquele.
— Está com algum problema?
Ao ouvir isso, Jéssica Nascimento ficou momentaneamente surpresa.
O perfil de Guilherme Serra tinha traços bem marcados, quase esculpidos, com feições profundas e imponentes.

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