Grupo Serra, sala de reuniões da diretoria.
Naquele dia, todos os acionistas do Grupo Serra estavam presentes.
Os funcionários encontravam-se em silêncio absoluto, temendo que algo grave estivesse prestes a acontecer na empresa.
A sala de reuniões permanecia muda, sem qualquer ruído.
O clima opressivo era como concreto, pesando sobre a cabeça de cada acionista.
Embora Guilherme Serra não detivesse tantas ações quanto Jonas Serra, ele, como responsável pela empresa, ocupava o assento principal, aguardando o verdadeiro protagonista daquela assembleia extraordinária—
A porta da sala foi aberta e Jéssica Nascimento entrou.
Todos os olhares se voltaram imediatamente para Jéssica Nascimento.
Incluindo o de Guilherme Serra.
Após anos de convivência, era a primeira vez que Guilherme Serra via Jéssica Nascimento irradiar tanta autoconfiança.
Parecia uma comandante preparada, com todas as estratégias já traçadas — determinada, corajosa e imponente.
Na verdade, Jéssica Nascimento estava vestida de forma simples: um terno feminino preto, cabelo preso em um coque, aparência sóbria e elegante.
Ainda assim, conseguia se destacar.
Ao menos para os olhos de Guilherme Serra, ela brilhava.
Guilherme Serra sentiu uma estranha agitação no peito.
Naqueles anos ao lado de Jéssica Nascimento, aquela sensação não era inédita.
Mas ele sempre a ignorara.
Afinal, Jéssica Nascimento lhe parecia comum demais, nunca pensou que uma mulher assim pudesse mexer com seu coração.
O olhar de Guilherme Serra permaneceu fixo nela, mas Jéssica Nascimento, desde que entrou, não lhe dirigiu sequer um olhar.

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