— Não, eu preciso falar com o Guilherme, preciso ver o Guilherme!
Melissa Garcia tentou entrar à força, mas foi impedida pelo segurança.
Num descuido, o segurança acabou empurrando Melissa Garcia ao chão.
Ela ficou caída, desajeitada e vulnerável, sendo alvo dos olhares e murmúrios de quem passava.
Mesmo assim, não desistiu.
Agora, ela não podia se dar ao luxo de desistir.
Eram centenas de milhões em empréstimos, todos os bens da família envolvidos, além do contrato assinado com Joker e as multas referentes à mina...
Melissa Garcia sentia-se esmagada por um fardo impossível, como se estivesse sufocando sob o peso de várias montanhas e prestes a desmaiar.
Tremendo, ela tirou o celular e tentou ligar para Guilherme Serra.
A ligação não completava.
Sede do Grupo Serra.
Sala da diretoria.
Guilherme Serra e Jonas Serra estavam frente a frente. No chão, ao lado dos pés de Guilherme, o celular dele, que havia sido arremessado e destruído pelo pai.
— Eu te confiei a administração da empresa e você acha que um grupo desse tamanho é só seu?!
Jonas Serra estava furioso, a voz rouca de tanto gritar.
— Escuta! Está ouvindo? Escuta isso!
Enquanto repreendia Guilherme, Jonas colocou para ele ouvir um trecho de gravação:
— Se não fosse pelos quinze bilhões que o Guilherme me deu, eu jamais teria conseguido derrotar você com tanta facilidade...
A voz era inconfundivelmente de Melissa Garcia.
— Quando você me pediu autorização para liberar aqueles quinze bilhões, não disse que era para a Melissa Garcia! E fiquei sabendo que ela perdeu tudo investindo em uma mina... Agora me explica: como eu vou justificar esses quinze bilhões para os acionistas?!
Jonas Serra tremia de indignação.
Até pouco tempo, ele achava que Guilherme Serra já tinha superado Melissa Garcia.
Afinal, para um homem, negócios sempre vêm antes de qualquer romance.
Vânia Navarro, da família Navarro do país C, tinha algum defeito comparada à Melissa Garcia?

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