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Amor Tarde Demais romance Capítulo 396

Ela realmente não imaginava que o nome BYC tivesse um poder de atração tão grande.

No caminho de volta para casa, o carro dela apresentou um problema. Não teve outra escolha senão chamar o guincho para levar o veículo até a oficina.

Como dali até o Bairro S não era tão longe assim, Jéssica Nascimento decidiu ir a pé.

Afinal, era uma região central da cidade; ela não tinha receio de esbarrar novamente em delinquentes ou gente de má índole.

No entanto, acabou sendo seguida de novo.

Dessa vez, ela reconheceu o carro que vinha atrás—

Um Bentley azul imperial.

Era o carro de Guilherme Serra.

Jéssica Nascimento, enrolada no casaco, seguiu caminhando à frente, enquanto o Bentley azul imperial a acompanhava logo atrás.

No fim, Jéssica Nascimento parou e bateu no vidro do carro de Guilherme Serra.

— Está me procurando por alguma razão?

Guilherme Serra, ao volante, permaneceu em silêncio.

Jéssica Nascimento sentiu-se incomodada ao ser encarada por ele com um olhar perscrutador e franziu a testa.

Ela não conseguia decifrar aquele olhar de Guilherme Serra.

Na verdade, Guilherme Serra tinha várias perguntas para Jéssica Nascimento.

Queria saber, por exemplo, por que ela evitava assumir publicamente a identidade de mestre BYC.

Queria entender por que ela escolheu usar as iniciais do nome Cesar Batista como codinome.

Queria saber se era verdade o que Cesar Batista dissera, que ela o usava como um substituto.

E, além disso, o que mais ela escondia dele?

No fim, Guilherme Serra respondeu a Jéssica Nascimento:

— Não tenho nada.

Guilherme Serra balançou a cabeça levemente.

— Não estou aqui por nada específico.

Jéssica Nascimento ficou surpresa.

— Então por que está me seguindo?

— Não estou te seguindo.

A resposta de Guilherme Serra deixou Jéssica Nascimento ainda mais perplexa.

— Apenas estamos indo na mesma direção, só isso.

O Lexus branco seguiu caminho; logo adiante já era a casa de Jéssica Nascimento.

Guilherme Serra percebeu que nem mesmo um pequeno trecho como aquele lhe cabia para levar Jéssica Nascimento até em casa.

A dor no estômago se intensificou.

Guilherme Serra acabou se curvando sobre o volante; o suor que escorria pelo rosto molhou o couro do carro.

Naquela madrugada, sob a luz fraca dos postes, o Bentley azul imperial, antes símbolo de imponência, ficou coberto por uma fina camada de neve — não se sabia se era o frio ou a solidão que prevalecia.

Jéssica Nascimento acordou e percebeu que havia nevado lá fora.

Era a segunda neve do ano.

Ela se lembrou, sem querer, de que no dia da primeira neve daquele ano, foi à casa da família Serra para esclarecer as coisas, mas acabou sendo ouvida por Leandro Serra, que ficou tão abalado que precisou ser hospitalizado.

Era algo que acontecera há pouco tempo, mas parecia tão distante.

Jéssica Nascimento sorriu, aliviada.

De repente, decidiu que iria comprar um carro novo. O antigo já não estava em condições, e agora ela já tinha condições financeiras para isso.

Com a neve, era difícil conseguir um táxi. Jéssica Nascimento caminhou mais um pouco, mas não encontrou nenhum táxi. Em vez disso, viu novamente o Bentley de Guilherme Serra.

O teto do Bentley estava coberto de neve, e a espessura surpreendeu Jéssica Nascimento.

Será que Guilherme Serra não foi embora na noite anterior?

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