— José Paz... ele não vai mais aparecer.
Instintivamente, Guilherme Serra pegou seu celular.
— Ué, Guilherme, o que aconteceu com seu celular? Como você quebrou a tela?
Ao ver as rachaduras na tela do aparelho de Guilherme Serra, Melissa Garcia ficou ainda mais confusa.
Os quatro cantos do celular estavam intactos, mas a tela estava rachada bem no meio.
— Fui eu mesmo que arranhei ontem à noite.
Guilherme respondeu sem dar muita importância.
— O quê?
A resposta de Guilherme só deixou Melissa ainda mais perdida, como se tentasse entender um idioma desconhecido.
Ele deu de ombros com um sorriso, mas logo a expressão se tornou fria e o assunto morreu ali.
No fim, assim como Guilherme Serra havia dito, José Paz realmente não apareceu.
O dia inteiro se passou e não havia sinal algum de José Paz em lugar nenhum.
Parecia que ele tinha evaporado do mundo, sem deixar rastro, e ninguém conseguia contato.
A família Paz estava desesperada, a família Ferreira também, e Luna Ferreira estava fora de si de tanta ansiedade.
Do lado de fora da igreja, Guilherme Serra observava o pôr do sol tingindo o céu de vermelho.
— Guilherme, você sabe de alguma coisa, não sabe? Você sabe onde está o José Paz? — Melissa se aproximou e perguntou baixinho.
— Sim, eu sei.
A resposta de Guilherme só aguçou a curiosidade de Melissa, mas como ele não demonstrou intenção de continuar, ela preferiu não insistir.
Os dois ficaram em silêncio, apreciando juntos o entardecer, até que Melissa, de repente, lançou outra pergunta:
— Aliás, para onde foi a Jéssica Nascimento? Não vi ela o dia todo...
Melissa já queria perguntar isso há um tempo.
Mesmo sabendo que Jéssica Nascimento tinha sido levada por Diego Carvalho, achava estranho Guilherme não demonstrar preocupação com o sumiço dela.
— Jéssica Nascimento... está com o José Paz.
— O quê?!
Melissa ficou chocada.
A noite caiu e as luzes do Nomade Palácio Hotel & Spa brilhavam intensamente.

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