Melissa Garcia também havia desenhado um selo, com o mesmo tamanho de um anel de jade imperial. Ele poderia servir tanto como um selo autêntico quanto como um objeto decorativo.
A diferença era que o topo do seu selo trazia o entalhe de dois dragões brincando com uma pérola, enquanto o de Jéssica Nascimento representava a Rota da Seda, com um camelo e elementos do Deserto de Dunhuang.
— Sr. Silva, o que o senhor acha?
Melissa Garcia entregou ao Sr. Silva o produto já finalizado.
Era feito do mesmo tipo de jade, mas ainda estava alguns níveis abaixo daquele que Jéssica Nascimento havia solicitado: um jade verde translúcido de qualidade superior.
Como presente para convidados estrangeiros, até serviria, mas não era perfeito. Faltava excelência em todos os aspectos.
Sr. Silva ficou indeciso. No entanto, o design de Jéssica Nascimento estava sem matéria-prima, sem possibilidade de produzir o produto. Por melhor que fosse a ideia, continuava sendo apenas um projeto no papel.
— Vou dirigir até lá agora.
Jéssica Nascimento virou-se para sair.
— Vai aonde?
Guilherme Serra acabava de entrar na sala de reuniões e quase esbarrou em Jéssica Nascimento, que parecia perdida.
— Se eu for agora à fábrica em NY, ainda dá tempo de conseguir o material.
— Você tem ideia do tamanho da chuva lá fora? — Guilherme Serra perguntou.
Jéssica Nascimento sabia muito bem.
— Mesmo assim, eu preciso ir.
Ela encarou Guilherme Serra com firmeza. Ele apenas deu de ombros e sorriu.
— É tão difícil assim usar o design da Melissa?
O tom de voz dele sugeria que Jéssica Nascimento estava sendo teimosa por motivos pessoais. Ela abriu a boca para rebater, mas percebeu que prolongar a discussão seria inútil.
Não tinha tempo a perder.
— De qualquer forma, eu iria junto para selecionar o jade. É fundamental que alguém com experiência escolha o material.
Após uma explicação breve, Jéssica Nascimento deixou uma última frase para todos:
— Qualquer coisa, me avisem.
Contornou Guilherme Serra e saiu da sala.
Guilherme Serra foi atrás.
— Deixe o Carlos te levar!
Jéssica Nascimento se virou ao ouvir a sugestão.
Viu Guilherme Serra balançando as chaves do carro, com o olhar sereno de sempre.
— A pista está escorregadia por causa da chuva. Carlos dirige melhor nessas condições.
Jéssica Nascimento olhou para ele, sem saber se aquilo era preocupação ou desconfiança.
— Agradeço a intenção, mas não será necessário — recusou, balançando a cabeça. — Carlos não dirige tão bem quanto eu.
Sem esperar resposta, saiu determinada.

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