Luan e Helder, esses dois jovens cheios de imaginação, simplesmente pegaram Lila e foram para outro lugar.
Realmente, era algo extremamente meloso.
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Pela manhã, na empresa.
Por conta de um simples "bom trabalho" dito por Nélio, todas as tarefas que originalmente eram de Heloísa foram prontamente assumidas por Luan.
Ele não disse uma palavra.
Mas, de certo modo... parecia que tudo já estava dito, mesmo sem palavras.
No final, Heloísa realmente não aguentou mais. E, afinal, seria muito estranho explicar qualquer coisa para os colegas, ainda mais sendo colegas homens. Então, decidiu fugir para o departamento de secretariado.
Heloísa concluiu as tarefas que tinha em mãos.
Depois, foi buscar um copo d’água e ficou parada diante de uma janela de vidro do chão ao teto, observando os prédios ao redor, enquanto em sua mente ecoavam as palavras de Helder sobre alguém estar a seguindo.
Assim que esse pensamento voltou à sua cabeça, todo o relaxamento que sentia se dissipou e a tensão retornou.
Na noite anterior, depois de voltar para casa, ela refletiu sobre isso por muito tempo e já havia tomado uma decisão.
Esta noite, ela contaria toda a verdade para Nélio.
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À tarde.
Sheila Machado acordou de sua soneca e foi participar de uma pequena reunião.
Durante mais de uma semana, ela havia ficado reclusa em casa, sem ir a nenhum baile ou festa, até mesmo recusando todos os convites para cafés da tarde.
O que aconteceu na noite do baile havia deixado nela uma sensação constante de inquietação.
E depois, ao ouvir que Dona Lima havia desaparecido, sentiu ainda mais que algo estava estranho, preferindo manter-se em casa, onde se sentia segura.
No entanto, hoje realmente não conseguiu mais ficar parada.
Arrumou-se lindamente e foi ao encontro.
...
Conversaram sobre isso em poucas palavras.
Sheila riu: "Tive uma gripe forte, fiquei uma semana sem sair. Agora que melhorei, vim me divertir com vocês. Contem para mim, vai."
Imediatamente, Dona Dias começou a explicar.
"Você foi no baile da Dona Lima, não foi? Então, a Senhora Marques também foi, claro que todas estavam mascaradas, e normalmente ela nem aparece, ninguém sabia quem era ela. Daí, aconteceu toda aquela confusão estranha naquela noite."
Sheila assentiu: "Sim, eu fui também, estava mesmo uma bagunça. E depois?"
Dona Dias continuou: "A Senhora Marques é meio medrosa. Quando começou a confusão, ela entrou em pânico. Sorte que uma moça jovem a salvou, ajudando-a a fugir daquele tumulto. Saíram às pressas, e ela acabou esquecendo de perguntar o nome da moça. Quando se acalmou, ficou querendo achar essa jovem para agradecer. Então, começou a procurar por Cidade MY, só com uma pista: ela usava um vestido de festa verde, era branca, bonita, alta e de pernas longas."
Do outro lado, Dona Freitas riu: "Mas que pista é essa, né? Todo mundo estava de máscara naquela noite e não era só uma pessoa usando vestido verde. No fim, muitas famílias fizeram suas filhas tentarem se passar pela salvadora, mas a Senhora Marques é muito atenta, olhava e dizia que não era nenhuma delas."
O coração de Sheila bateu forte.
Ela perguntou, cautelosa: "Vestido de festa verde, pele clara, cintura fina, alta... Ela salvou a Senhora Marques no baile? Ajudou ela a fugir?"

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