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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 505

Ele a envolveu pela cintura por trás.

O frescor e o perfume que ela trazia após o banho eram inebriantes, quase entorpecentes.

Uma sensação indescritível de formigamento desceu dos ouvidos, fazendo com que até os delicados dedos dos pés se curvassem involuntariamente.

Logo de manhã! Em pleno dia!

Será que ele não podia se controlar um pouco?

"Você... você mesmo se vista." Ela tentava soltar as grandes mãos de sua cintura, sentindo que não podia ficar ali por mais tempo, era um verdadeiro teste de força de vontade.

Nélio fixou o olhar nos lóbulos das orelhas dela, vermelhos e adoráveis, e de jeito nenhum pretendia deixá-la ir assim tão facilmente.

O sopro dele era quase imperceptível, e a voz baixa parecia a de uma criatura da noite a tentar seduzi-la para o pecado: "Quero ver a Heloísa se vestindo de camisa pra mim..."

Assim que terminou de falar, ele tomou o lóbulo da orelha dela entre os lábios.

As pernas de Heloísa amoleceram na hora.

Sem conseguir se conter, ela deixou escapar um gemido sutil, e ao ouvir o próprio som, quase enlouqueceu—ela tinha ido acordá-lo, não era sua obrigação aquecê-lo na cama!

Ela tentou se desvencilhar: "Agora não dá, o Tio Santos já pôs o café na mesa. Se demorarmos muito para sair, eles vão... pensar demais."

"Então deixa eles pensarem o que quiserem."

Nélio não se importava.

Nenhum café da manhã era tão apetitoso quanto ela.

Depois de se deliciar com a orelha dela, ele a virou e tomou seus lábios.

Heloísa: O batom!!

Ela ficou aflita, mas diante de um homem cheiroso, acabado de sair do banho, exibindo peito e abdômen definidos, insistindo em beijá-la, quem conseguiria recusar de imediato? Ah, era uma provação insuportável.

Ainda assim, por mais tentador que fosse, ela não podia deixar a situação se desenrolar. Usou o cotovelo para afastá-lo e, ofegante, perguntou: "Afinal, quer que eu te ajude a se vestir ou quer tirar minha roupa?"

A grande mão de Nélio acariciou a cintura dela: "Uma coisa não exclui a outra."

Heloísa: "..."

Como assim, não exclui?

Ela segurou a mão dele: "Você vai se vestir ou não?"

Convencê-lo a se vestir era tão trabalhoso quanto convencer o netinho da prima dela a comer legumes.

Nélio percebeu que ela estava começando a se irritar, então a soltou e passou a camisa para as mãos dela: "Falando nisso, realmente está um pouco frio, é melhor vestir logo."

Heloísa pegou a camisa.

Enquanto a sacudia, murmurou consigo mesma: "Vamos acabar logo com isso."

Nélio franziu as sobrancelhas: "Acabar logo pra quem?"

"Heloísa, querida, venha experimentar um pouco de mingau de aveia com goiabada." Kelton saiu da cozinha.

"..."

Heloísa fitou o café da manhã, em silêncio.

Luan e Helder, do outro lado da mesa.

Trocaram um olhar.

Luan, chocado: ...Como assim, do começo ao fim?

Helder balançou a cabeça, pesaroso: Impossível! Não pode ser! O senhor Nélio nunca seria tão fraco!

Logo depois, ao perceberem o rumo dos próprios pensamentos, desviaram o olhar, constrangidos.

Heloísa quis explicar, mas... explicar só ia deixar tudo mais estranho!

"Você se esforçou bastante agora há pouco, coma logo."

Nélio, vendo-a distraída, pegou uma colher, tirou um pouco do mingau e levou à boca dela.

Heloísa: ...Que esforço, coisa nenhuma! Cala a boca!

Tio Santos, que até então não pensava em nada disso, sentiu o rosto corar ao ouvir o senhor da casa dizer aquilo—o mingau já estava pronto mesmo, mas agora... ficou sem jeito.

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