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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 491

Nélio Marques, que antes mantinha o olhar fixo no computador, levantou os olhos novamente.

Ele a observou e sorriu de forma contida. "Secretária Madeira, é a primeira vez que você me espera para sair do trabalho."

Heloísa Madeira sentou-se no sofá.

Pensamento dela: Quem, em sã consciência, gostaria de sair do trabalho junto com o chefe?

Ela só estava oficialmente fora do expediente, apenas mudara o modo dele para "homem com quem tem uma relação especial".

"Presidente, pare de conversar comigo e volte logo ao trabalho."

Nélio sorriu, "Sim, secretária Madeira, você está certa em me repreender. Minha produtividade realmente não está boa."

Heloísa: "……"

Aquela fala foi realmente desconcertante.

Ela não respondeu mais, colocou os fones de ouvido e baixou a cabeça para mexer no celular.

Ela nem percebeu que, para uma secretária usar o celular tão à vontade no escritório do presidente, era preciso muita ousadia.

Nélio desviou o olhar.

Logo terminou o trabalho que estava em mãos, fechou o notebook e levantou-se.

Viu que ela estava de costas para ele, entretida assistindo vídeos curtos. Ele se inclinou e tirou um dos fones de ouvido dela. "Vamos."

Em um ouvido tocava música e dança, no outro, uma voz masculina baixa e envolvente sussurrava…

Um arrepio percorreu o pescoço de Heloísa.

Ela não se conteve e virou o rosto.

Os dois estavam frente a frente, os rostos tão próximos que pareciam prestes a se beijar.

Do lado de fora, Luan Lima bateu à porta e entrou.

Antes de terminar o expediente, ele sempre vinha avisar. Às vezes o presidente ficava até mais tarde, às vezes atrasava uma ou duas horas.

Normalmente, àquela hora estavam só os dois, então, com o tempo, pararam de esperar resposta para entrar.

Quem diria que, justo hoje, ao entrar, ele presenciaria aquela cena… Ele inspirou fundo!

Nélio olhou para a porta.

Antes que o presidente o fulminasse com o olhar, Luan rapidamente baixou a cabeça, tateou os bolsos e, com expressão confusa, deu meia-volta e saiu apressado, dizendo: "Ué, onde foi parar a chave do carro?"

Saiu quase correndo.

Heloísa: "……"

Seis e meia da tarde, no verão, o sol ainda brilhava forte.

O céu estava tingido de laranja, como se estivesse em chamas.

Na estrada, Nélio dirigia.

Heloísa estava no banco do passageiro.

Ela pensava se deveria ir até a casa dos pais no dia seguinte, levar os presentes que trouxe de Londres e aproveitar para conversar com a mãe.

Mentir não era solução para nada.

Enquanto refletia, o celular apitou.

Mais uma mensagem.

A imagem recebida na noite anterior a deixara tão sensível ao som de mensagem que ela ficou tensa.

Nélio também diminuiu a velocidade, lançando-lhe um olhar de lado. "Quer que eu veja para você?"

Heloísa: "Eu mesma vejo."

Ainda não chegara ao ponto de não conseguir nem abrir a mensagem.

Mas, desta vez, ela estava mais atenta, diferente da noite anterior, em que foi pega de surpresa. Primeiro conferiu o número, depois abriu a mensagem.

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