"Ding dong——"
A campainha tocou.
Thalita e Tereza olharam ao mesmo tempo em direção à porta.
"Thalita, você não disse que aqui só tem um apartamento por andar, que nem um gatinho conseguiria passar por aqui?"
"…É…"
Thalita realmente não sabia o que responder. Ela se levantou. "Vou ver quem é."
Dizendo isso, foi rapidamente até a porta.
Enquanto caminhava, estava à beira do colapso: não ficam cansados depois de uma viagem de trabalho? Não precisam se adaptar ao fuso horário? E se recuarmos mil passos... será que não poderiam aguentar um pouco mais?
E, afinal, quem está lá fora? Será que não percebem como a situação está complicada?
Ela abriu a porta, um pouco irritada.
E viu que quem estava do lado de fora era Kelton.
"Tio Santos, é o senhor?"
"Advogada Oliveira, você chegou cedo hoje." Kelton também se surpreendeu ao vê-la.
Thalita não o deixou entrar, ao contrário, saiu e o puxou para o lado, sussurrando de maneira suspeita: "Tio Santos, a mãe da Heloísa está aqui, talvez seja melhor o senhor voltar depois."
Caso contrário, ela realmente não sabia como explicar.
Até o mordomo do chefe tinha autorização para entrar, então o próprio chefe... entrava sem cerimônia.
A tia com certeza ficaria ainda mais brava.
Ao ouvir "mãe da Heloísa", Kelton entendeu imediatamente.
Ele assentiu, compreendendo, e já ia se virar para ir embora.
"Quem chegou aí?"
Tereza saiu de dentro do apartamento.
Kelton, que já tinha dado alguns passos, voltou e sorriu com educação: "Bom dia, senhora, sou Kelton."
E, sem hesitar, inventou com um tom tranquilo: "Ontem à noite, Heloísa não estava bem de saúde. Meu patrão soube, ela estava com febre alta, e não era bom deixá-la sozinha. Por isso, ele ficou para cuidar dela."
Ao ouvir isso, Tereza logo entendeu quem ele era.
Mas sua expressão não se suavizou.
Thalita aceitou prontamente.
Assim que se virou, seu rosto se contorceu instantaneamente.
Estou perdida, estou perdida.
Chamar para sair, cara a cara?
Ela foi até a porta do quarto, ficou atrás do gatinho e bateu, gritando: "Heloísa, o Tio Santos trouxe café da manhã para você. Disse que comer ajuda a melhorar de gripe e febre. E pediu para o senhor Marques, que está cuidando de você, sair junto. Estamos esperando vocês aqui fora."
Heloísa: "......"
Essas palavras, dignas de uma traidora profissional, a deixaram paralisada por alguns segundos.
Nélio tirou a mão dela, que ainda tampava sua boca. "Parece que não temos escolha a não ser sair."
Heloísa estava ajoelhada na cama.
O rosto paralisado, a mente trabalhando rápido.
Diante da necessidade de sair, como poderia disfarçar a situação?
Ela olhou para Nélio e ameaçou baixinho: "O assunto de antes fica para outro dia. Agora me ajuda a sair, não inventa nada, segue a história de que estou doente e você cuidou de mim. Se disser qualquer coisa errada, eu vou..." Ela apertou o pescoço dele de leve, mas sem força. "Te estrangulo."

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