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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 472

A camisola foi levantada.

O que apareceu diante dos olhos dele foi o bumbum arredondado e empinado, envolto em renda preta.

Seu olhar permaneceu ali por alguns segundos. Com toda a calma, ele retirou a renda preta, apertou o tubo de pomada e, curvando-se, começou a aplicar cuidadosamente o medicamento.

A ponta dos dedos dele massageava suavemente...

No início, a cena era bastante acolhedora e cheia de carinho.

Aos poucos, porém, o clima começou a mudar. Heloísa, com o rosto enterrado no travesseiro, ficava cada vez mais corada, a respiração se tornando mais ofegante.

"Hmm—"

Um som abafado, parecido com o miado de um gato, escapou de dentro do travesseiro.

Nélio, estimulado pelo som, intensificou um pouco mais seus movimentos.

Heloísa gemeu novamente.

"……"

"……"

O ar ficou, de repente, silencioso.

Depois de um tempo, Nélio pegou um lenço de papel com resignação, limpou as mãos e se inclinou para o ouvido dela. "Heloísa, assim não dá, a pomada foi aplicada à toa."

Heloísa, envergonhada e irritada: "Você é insuportável!"

Nélio beijou sua orelha: "Daqui a pouco passamos de novo."

"……"

De novo?!

Heloísa levantou o rosto, o rubor intenso fazendo-a parecer alguém que tinha bebido demais de uma batida de pêssego numa noite de primavera. "Me dá a pomada, eu mesma passo!"

Nélio sorriu. "Não precisa ter cerimônia comigo."

Heloísa apontou para a porta. "Então não vou ter mesmo. Você pode ir embora agora."

Esse sujeito não podia ficar ali por mais tempo.

"Como posso ir embora assim? Preciso ficar aqui para cuidar de você." Ele acariciou o lado do rosto dela, com uma expressão séria de preocupação. "Perdeu muito líquido, está com sede? Quer um pouco de água?"

Heloísa: "……"

Envergonhada e furiosa, ela enterrou o rosto de volta no travesseiro.

Nélio não saiu.

Foi ao banheiro tomar um banho e voltou para ficar ao lado dela, cuidando de perto.

Heloísa achava que aquilo não era cuidado próximo, e sim uma ameaça constante.

Ao lembrar das duas vozes do lado de fora…

Meu Deus!!

"Nélio, levanta rápido!!"

Ela, quase em pânico, empurrou o homem ao seu lado.

Levantou-se às pressas, ignorando o cansaço nos membros e a dor constrangedora em certos lugares.

Nélio abriu os olhos devagar.

Sentou-se na cama calmamente, observando-a agitada como uma formiga em panela de feijoada, e estendeu a mão para acariciar o rosto dela. "Heloísa, acalme-se."

"Vai, vai se esconder no armário, minha mãe está aqui!"

"...Vou lá cumprimentar a dona."

Nélio fingiu que ia levantar o cobertor para sair da cama.

Heloísa pulou sobre ele, pressionando o peito dele com as mãos, o olhar cheio de pânico. "Não faça besteira!"

"Heloísa, lev—"

A porta do quarto foi aberta.

Thalita entrou com passos leves, e ao ver a cena diante dela, seus olhos quase saltaram do rosto, ficando completamente paralisada, encarando os dois sem conseguir se mexer.

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