"Aqui realmente tem fantasmas." Ele falou com seriedade, baixando a voz para criar um clima, com um olhar profundamente misterioso e sombrio. "Talvez daqui a pouco a gente encontre vários fenômenos sobrenaturais."
"……"
Vai assustar a sua mãe!
Heloísa manteve o rosto inexpressivo.
Nélio apertou levemente o rosto dela. "Acredita ou não que em breve vai aparecer um fantasma batendo na porta?"
"…Eu acredito é que—"
"Toc, toc."
Ela, já sem paciência, estava prestes a socá-lo, e antes mesmo de terminar de falar sobre "fantasma", a porta do quarto realmente foi batida.
Do lado de fora, veio a voz de uma mulher.
"Senhor Marques!!!"
A voz feminina tremia, claramente assustada.
A mão de Heloísa, suspensa no ar, parou de repente. Seu couro cabeludo pareceu eletrizar, ela instintivamente se jogou nos braços dele, abraçando sua cintura com força.
O que estava acontecendo?
Seria mesmo… um fantasma?
Com o rosto encostado no peito dele, Heloísa prendeu a respiração e ficou vidrada na porta, agarrando o tecido da camisa dele com as mãos trêmulas.
O coração dele batia de forma estável, mas o dela parecia que estava em uma escola de samba.
"Senhor Marques!!!me ajude!!!"
A voz do lado de fora parecia cada vez mais trêmula, quase chorando.
O couro cabeludo de Heloísa continuava arrepiado.
Ela levantou o rosto, apenas mexendo os lábios para perguntar a Nélio: Quem está lá fora?
Nélio riu.
Também só mexendo os lábios respondeu: O que você acha?
...…?
…...!!
Heloísa engoliu em seco.
Ela não acreditava em fantasmas! Sempre foi uma ateia convicta!
Mas… tinha muito medo de fantasmas…
"Você não está curiosa pra saber por que ela veio nos procurar?"
A voz de Nélio soou perto do ouvido.
O braço comprido de Nélio a envolveu por trás, e o sopro dele roçou seu rosto.
Heloísa virou-se um segundo depois.
Sob a luz vermelha, o rosto de Nélio, normalmente frio e elegante, agora parecia… pronto para participar do concurso mundial de galãs.
Com certeza seria o campeão!
Tão bonito, sedutor, com um charme perigoso.
"Heloísa, você fica me olhando assim… está querendo…" Nélio sussurrou perto da bochecha dela, "fazer o quê?"
Querer… fazer? O quê?
Heloísa ficou confusa.
Balançou a cabeça, tentando afastar os pensamentos inoportunos.
Empurrou o rosto dele e, com um tom sério, respondeu à pergunta anterior: "Primeiro, não estou curiosa. Curiosidade mata."
"Segundo, ela não veio procurar a nós, mas a você. Desde o início, ela só chamou pelo Senhor Marques."

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