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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 445

O restaurante exalava uma estranheza fragmentada.

"Parece algo bastante promissor."

Nélio respondeu com um sorriso carregado de malícia.

Ele pegou o copo d'água sobre a mesa e tomou um gole; ao colocar o copo de volta, acabou inclinando-o sem querer, derramando um pouco na mão de Belinda.

"Desculpe-me," ele se desculpou, pegando educadamente um guardanapo para enxugá-la.

"Não tem problema."

Belinda ergueu a mão para que ele a limpasse. Longe de se irritar, ela pareceu apreciar o gesto, e aquele rosto rígido até demonstrou certo constrangimento.

Heloísa observou em silêncio.

Já Vance estava visivelmente irritado.

Os demais presentes assistiram à cena sem dizer uma palavra; cada um trocava olhares discretos com os amigos ao lado, cada qual imerso em seus próprios pensamentos.

O jantar terminou.

Belinda conduziu os convidados ao segundo andar do castelo.

"Vocês vão pernoitar aqui esta noite. Já providenciei os quartos para todos, dois por acomodação. Quem veio sozinho pode ficar em um quarto individual, mas recomendo que encontrem um parceiro. O vento noturno é forte e pode assustar quem estiver sozinho."

"Bem, todos podem voltar aos quartos para descansar um pouco."

Ao ouvirem isso, muitos ficaram apreensivos.

Passar a noite no castelo?

Eles não iriam se hospedar nas casas da colina?

E o que ela quis dizer? Com esse negócio de vento forte, de assustar quem fica sozinho?

O que significa esse "descansar um pouco no quarto"?

Cada um tinha uma série de interrogações na cabeça, mas ninguém ousou perguntar. Alguns olharam para Nélio, esperando que ele tomasse a iniciativa.

Mas Nélio não demonstrou interesse em perguntar.

O administrador do castelo instruiu os criados a conduzirem os hóspedes aos seus aposentos.

"Heloísa, nós—"

Evelyn queria ficar no mesmo quarto que Heloísa. Aproximou-se, já estendendo a mão para segurar o braço dela.

Dentro do quarto.

Heloísa ficou próxima à porta, ouvindo os sons do lado de fora.

"Ouviu alguma coisa?" Nélio também inclinou o ouvido, sussurrando, embora estivessem só os dois. "Heloísa, será que o castelo tem mesmo fantasmas?"

"...Tem um—"

Ela tentou empurrá-lo, mas no instante seguinte ele a envolveu com força, pressionando o rosto dela contra o peito dele. "Vem, aproveita e absorve energia positiva; puxa com força."

"......"

O nariz de Heloísa quase se achatou.

Ela fez uma careta de dor.

Deu algumas cutucadas no peito dele e reclamou: "Será que dá pra parar de brincar nessa hora? Você não acha estranho? Ainda tem atividade, então por que não começamos logo depois do jantar? Por que mandaram a gente descansar primeiro? Tem alguma coisa aí, você percebeu?"

Nélio segurou o rosto dela entre as mãos. "Percebi."

"O quê?" Heloísa perguntou, tensa.

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