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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 425

Luan Lima: "Você também vai?"

Helder: "Onde Irmã Heloísa for, eu vou."

Luan: "...Certo, vamos, vamos."

Os três entraram no carro.

Luan passou o endereço da festa para Helder.

O carro deixou a mansão.

Depois de um tempo, Nélio Marques também saiu.

……

A festa foi realizada em um clube.

O ambiente estava bastante animado.

No entanto, Heloísa Madeira não conseguia se sentir animada de jeito nenhum.

Normalmente, ela certamente se integraria com facilidade, conversando animadamente com os colegas da filial.

Mas hoje... ela parecia estar se sentindo deslocada, pegou uma taça de vinho, trocou algumas palavras de forma displicente e se posicionou em um canto.

Apesar disso, muitos colegas homens ainda vinham puxar conversa com ela.

Parada ali com sua taça de vinho, ela parecia uma pintura a óleo de tão bonita.

Seus traços eram refinados e imponentes, o vestido preto básico transmitia elegância e sofisticação, e o ar de preocupação a deixava ainda mais reservada, o que só aumentava o fascínio que despertava.

No início, ela ainda respondia com cortesia, mas, com o passar do tempo, foi ficando cada vez mais irritada.

Aquela irritação, acompanhada de impaciência, agitava seus nervos, fazia sua respiração ficar superficial e o estômago começar a queimar. Quando um colega passou dez minutos falando sem parar e, de repente, soltou uma gargalhada alta bem na frente dela, aquele último fio de paciência se rompeu...

"Desculpe, vou ao banheiro."

Ela se levantou, pedindo desculpas, e foi ao banheiro.

Ela respirou profundamente, tentando aliviar o desconforto físico.

Ao sair, pegou algo para comer, agarrou uma garrafa de vinho tinto e foi se esconder na varanda, onde não havia ninguém. Naquele momento, Luan estava entretido conversando com uma bela mulher loira, então não era apropriado sugerir ir embora.

Assim, ela ficou ali, alternando goles de vinho com pedaços de presunto...

Helder, feito um paparazzo, tirou fotos escondido.

Depois, enviou tudo para Nélio.

Ela deitou sobre a mesinha, incapaz de se mover.

Não se sabe quanto tempo passou, até que ouviu uma agitação vinda de dentro, acompanhada de vozes animadas e altas.

Ela virou a cabeça com dificuldade, semicerrando os olhos para ver, e, em meio a um borrão de luzes dispersas como fogos de artifício, avistou uma silhueta alta e familiar... Sim, ela o conhecia, lembrava-se bem de como seus músculos ficavam bonitos sem camisa, era realmente atraente, com músculos definidos, hehe, bem sexy mesmo.

"Hic..."

Ela soltou um arroto de vinho.

"Vamos, está na hora de ir pra casa."

Nélio tirou o casaco e colocou sobre ela, depois a pegou no colo, tirando-a da cadeira.

Heloísa arrotou novamente, a mão mole apontando aleatoriamente: "P-re...presunto..."

Nélio olhou para o prato, onde restavam duas fatias de presunto, já mordidas: "...Quer que leve para viagem?"

"Não, não... não precisa."

Ela estendeu a mão, tentando pegar algo no ar.

Então, de repente, pressionou a mão com força sobre a boca dele: "É pra você, come, raposa gosta mesmo é de carne."

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