Nélio: "…Pode fingir um pouco mais, eu prometo que não vou te desmascarar."
Heloísa piscou suavemente os cílios.
Depois, com o garfo, de maneira elegante e precisa, pegou um pedaço de bacon que estava na frente dele.
Nélio ficou olhando ela comer a carne aos poucos, sem lhe dar mais atenção, e não pôde evitar de comentar: "Quando se trata de roubar comida, você nunca perde."
Heloísa empurrou o restinho que havia no prato para perto dele, oferecendo-o com o garfo, "Ainda tem um pouco pra você."
Nélio fixou o olhar naquele pedaço de carne no garfo.
Ele segurou firme a mão dela, trazendo-a para mais perto, mas ao invés de morder a carne, pousou os lábios nos lábios untuosos dela, "Quero comer você... inteirinha."
Os olhos de Heloísa se arregalaram um pouco: …Doido varrido.
Doido é doido porque realmente é capaz de qualquer coisa.
Ele segurou o queixo dela, forçou a boca a abrir e roubou toda a carne da boca dela, saboreando com gosto, sem se contentar, puxando-a para sentar no colo dele enquanto comia.
Ele realmente não tinha medo de ficar com a coluna travada...
Heloísa conseguiu impedir o homem de, depois de comer a carne, querer comê-la também.
O horário de trabalho estava chegando, ela definitivamente não podia ser uma "Dalila" que causasse desordem no reino.
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Na empresa.
Logo cedo, Heloísa soube por meio da secretária do presidente, com quem tinha um ótimo relacionamento, de uma novidade: Vânia seria temporariamente designada para trabalhar diretamente com o presidente.
Ou seja, sob supervisão direta dele.
Heloísa sorriu para si mesma.
Esse movimento era brilhante.
Colocar Vânia diretamente sob os cuidados de Nélio certamente o deixaria extremamente contrariado, mexendo com o seu ponto fraco; era claro que o casal de presidentes não queria entrar em conflito direto com o filho.
Se Vânia fosse alocada em outro setor, Nélio teria controle sobre ela, então seria um esforço em vão.
Assim chegou a fofoca do almoço.
"Vocês acham que o presidente está com aquela cara tranquila, mas por dentro deve estar agitado."
"A secretária Madeira faz de conta que não é com ela, mas deve estar morrendo de raiva por dentro."
"Nem precisa dizer, né? Se o próprio presidente está supervisionando, é como se fosse uma rainha escolhida a dedo. Acho que a secretária Madeira não vai ganhar essa."
"O principal é que talvez o presidente ainda goste da Vânia, afinal, cresceram juntos."
...
Enquanto especulavam e analisavam como Heloísa reagiria à suposta guerra com Vânia, a própria Vânia subia para convidar Heloísa, animadamente, para almoçarem juntas.
"Claro."
Heloísa aceitou.
Mal ela respondeu, ouviram batidas à porta, e uma voz soou: "Secretária Madeira, venha comigo visitar um cliente, vamos agora mesmo."

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