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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 350

Nélio colocou Heloísa no sofá e se inclinou para beijá-la.

Heloísa apoiou as duas mãos no peito dele.

Mas, quando ele ficava sério, aqueles braços finos dela não conseguiam impedir nada; rapidamente foram dobrados, e os lábios dele, com gosto de hortelã, pressionaram-se contra os dela.

Ele estava irritado.

Ora, ela também estava!

Com raiva, ela mordeu a língua que invadira sua boca.

Nélio sentiu dor, mas não a soltou; com a língua já com gosto de sangue, continuou entrelaçando a dela.

Heloísa ainda quis morder de novo, mas seu coração foi tomado por uma sensação de fraqueza inexplicável, que a envolveu. Ela parou de se mexer, lentamente passou os braços pelo pescoço dele e correspondeu ao beijo.

Os dois se beijaram profundamente.

A sensação de entrega era viciante.

"Ah—!"

O grito curto de uma mulher ecoou pela casa.

Os dois no sofá levaram um susto.

Nélio levantou a cabeça, imediatamente ajeitou a barra da camisa de Heloísa e se endireitou, virando-se com uma expressão fria.

Heloísa virou de lado e escondeu o rosto na almofada do sofá.

Queria morrer de vergonha.

Não tinha mais cara para ver ninguém...

No hall de entrada, estava uma garota doce e descolada, com cabelo liso preto até a cintura, cortado em "princesa" e com duas mechas tingidas de rosa atrás das orelhas.

Ela era bem alta, devia ter cerca de um metro e setenta e cinco, e seus olhos amendoados, semelhantes aos de Nélio, eram especialmente bonitos.

Nesse momento, após o choque do grito, ela finalmente lembrou de cobrir os olhos com a mão. "...Mano, misericórdia! Eu juro que não foi de propósito!"

Apesar de pedir clemência, os dedos que cobriam os olhos se separaram em duas frestas, e ela olhava curiosa por entre eles em direção ao sofá.

Elisa Marques, naquele instante, pensava: Meu Deus! Meu irmão, que sempre foi uma fortaleza inabalável, indiferente a homens e mulheres, está mesmo apaixonado! E tão intenso assim, em plena luz do dia!!

Sob o olhar fulminante do irmão, encolheu os ombros e foi embora.

Depois de alguns passos, de repente se lembrou de algo e voltou, hesitando por alguns segundos antes de falar: "Mano, de manhã ouvi a mãe ligando pra... hã, pra aquela pessoa. É melhor você ficar esperto."

Elisa fez a denúncia de forma sutil e sumiu rapidamente.

Os olhos de Nélio ficaram ainda mais frios.

Heloísa só relaxou ao ouvir a porta se fechar, tirando a mão do rosto.

Tão ocupada com o constrangimento que nem prestou atenção ao que Elisa dissera, nem pensou muito sobre isso.

Apoiou-se no encosto do sofá para se levantar e olhou pela janela de vidro: "Era sua irmã?"

Nélio olhou para ela, ajoelhada, com as pernas finas e luminosas sob a camisa...

Ele respondeu com um murmúrio, inclinando-se para perto dela.

Com os dois braços apoiados nas laterais do encosto do sofá, cercou-a, e o olhar, antes frio, agora a envolvia em calor. Olhando de cima, explicou: "Essa é a Elisa, minha irmã. Ela quase nunca fica em casa, vive viajando por aí. Dias atrás disse que ia pra Áustria, então achei que não estivesse em Cidade Y. Os rastros de outra pessoa que você notou aqui eram dela."

"Ah, então era ela."

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