— Eu sei exatamente o que você tem em mente. — Brinquei, puxando um baralho da mochila.
Nicolas arqueou uma sobrancelha, a sombra de um sorriso brincando nos lábios.
— Ah, sabe?
— Sei. — Joguei o baralho sobre o colchão inflável. — Vamos jogar Truco ou Paciência?
O silêncio foi seguido por uma risada baixa e rouca.
— Você tá de brincadeira.
— O que mais a gente faria no meio do nada, no meio da chuva?
Ele se inclinou para frente, os olhos me percorrendo devagar, como se estivesse memorizando cada detalhe. O biquíni molhado ainda colava ao meu corpo depois da correria para a barraca, e a forma como ele me olhava fazia meu estômago se revirar em antecipação.
— Bom… eu até aceitaria, mas só se for uma versão stripper.
Mordi o lábio, fingindo ponderar.
— Isso não seria justo. Eu já fiz muito stripper pra você.
Nicolas riu, e antes que eu percebesse, ele me puxou pela cintura, me fazendo cair sobre seu colo.
— Pelo menos dessa vez você tem vantagem. Tá com mais roupa que eu.
— Ok… então vamos fingir que eu ganhei a primeira rodada.
E, de repente, Nicolas estava sobre mim, os dois jogados no colchão, seus olhos fixos nos meus, intensos, famintos, como se quisessem me devorar por inteiro.
— Você não faz ideia do quanto eu quis isso... — A voz dele saiu rouca, carregada de desejo contido.
Eu queria responder, mas não conseguia. Estava perdida na forma como ele me olhava, como se eu fosse a única coisa no mundo que importava.
Nicolas inclinou-se, seus lábios traçando um caminho quente e possessivo pelo meu pescoço, deixando um rastro de arrepios por onde passavam. O contraste entre o calor da boca dele e a temperatura mais fria da barraca só fazia minha pele arder ainda mais.
— Nicolas… — suspirei, sentindo meu corpo inteiro estremecer.
Ele sorriu contra minha pele antes de deslizar a língua pelo meu ombro, descendo lentamente até o vão entre meus seios. Seu toque era uma mistura de adoração e fome, seus dedos firmes segurando meus quadris, me mantendo exatamente onde ele queria.
A parte de cima do meu biquíni já havia sido esquecida em algum canto da barraca, e quando Nicolas tomou um dos meus seios entre os lábios, uma onda quente de prazer se espalhou pelo meu corpo. Ele sugava e mordiscava meus mamilos suavemente, enquanto sua outra mão deslizava pela lateral do meu corpo, provocando arrepios a cada toque.
Meus dedos se enredaram em seus cabelos escuros, puxando levemente enquanto meu peito subia e descia de forma descompassada. Eu sentia meu corpo queimar sob suas carícias, cada fibra minha ansiando por mais.
Quando ele desceu mais um pouco, distribuindo beijos e mordidas pela curva da minha cintura, meu coração disparou. Eu já sabia onde aquilo ia dar, e meu corpo inteiro tremia de expectativa.
Nicolas segurou a lateral do meu short com os dedos, erguendo o rosto para me encarar. Seus olhos estavam mais escuros, tomados por um desejo bruto e incontrolável.
— Você me quer, Ayla? — Sua voz era um sussurro carregado de promessas perigosas.
Eu já não conseguia raciocinar direito, apenas senti a resposta explodir dentro de mim antes mesmo de pronunciá-la.
— Sim… — minha voz saiu trêmula, entre um suspiro e um gemido. — Mais do que tudo.
— Caralho, Ayla… — Nicolas murmurou, segurando minha cintura com mais força, seus dedos afundando na minha pele enquanto tentava se conter.
Eu comecei a me mover lentamente, ajustando-me a ele, sentindo cada centímetro dele dentro de mim enquanto subia de descia, entrava e saia, o encaixe perfeito, como se fossemos feitos um para o outro.
A chuva continuava a cair lá fora, criando um ritmo que acompanhava nossos movimentos. O calor dentro da barraca, o cheiro de pele e desejo misturados, o som dos nossos corpos se encontrando… tudo parecia amplificado.
Nicolas inverteu nossas posições, me deitando no colchão inflável e penetrando em mim com mais profundidade, arrancando um gemido trêmulo dos meus lábios.
Seus lábios percorreram meu pescoço, meu ombro, enquanto ele aumentava o ritmo, me levando cada vez mais alto, me empurrando para o limite. Suas estocadas fortes, firmes e certeiras me arrancado gemidos descontrolados.
— Você é perfeita… — Ele sussurrou contra minha pele, seu tom carregado de adoração e necessidade.
Eu sentia o clímax crescendo novamente, uma onda quente e arrebatadora tomando conta de mim.
— Nicolas… — gemi seu nome, agarrando seus ombros, sentindo o prazer me consumir.
Ele segurou minha cintura, acelerando os movimentos, e com uma última estocada, o prazer explodiu dentro de mim, arrancando-me o ar, me deixando entregue e completamente saciada.
Nicolas me seguiu logo depois, seu corpo estremecendo contra o meu, enquanto um gemido baixo escapava de seus lábios antes de finalmente relaxar sobre mim.
— Você vai me matar assim… — Ele murmurou, um sorriso satisfeito nos lábios.
Soltei uma risada fraca, os olhos ainda fechados.
— Parece um bom jeito de morrer…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor por Acidente - A Stripper e o Bilionário
Como vários livros desta plataforma nao6twm o final...
Libera todos os capítulos...