Hadassa Barbosa dirigiu para longe da antiga casa da família Serra, pensativa ao lembrar da identidade de Carlos Castro.
Pouco depois, ela fez uma ligação:
— Veterano, você já viu pessoalmente aquele sócio herdeiro de Cidade Capital, Leonardo Freitas?
Não era questão de paranoia, mas sim do fato de o Sr. Lima exalar uma aura nada comum.
Além disso, considerando a posição de Carlos Castro e o grau de intimidade entre os dois, era inevitável que ela suspeitasse.
Era preciso confirmar a identidade dele mais uma vez.
Se seu mestre descobrisse que ela estava tratando alguém da família Freitas, certamente seria expulsa da escola de fitoterapia.
— Nunca vi, por quê?
— É que encontrei um paciente. Ele sofre de uma doença crônica, igual ao que dizem do herdeiro de Cidade Capital, algo que já nasceu com ele. Por isso fiquei curiosa.
Hadassa Barbosa explicou.
— Ah, nunca vi o Leonardo Freitas, mas ouvi de veteranos da medicina sobre ele.
Do outro lado, a pessoa respondeu:
— Dizem que o herdeiro está em estado terminal, tão fraco que cairia com um sopro de vento. A pessoa que você viu é assim?
Hadassa Barbosa se lembrou daquele homem que, apesar da doença, mantinha um vigor impressionante e um olhar afiado.
Além disso, havia aquela musculatura discreta, pronta para agir a qualquer momento.
Nada parecido com alguém à beira da morte.
— Não, não é assim.
— Você chegou a perguntar o nome dele?
— Perguntei, mas ele não se chama Freitas. Talvez tenha sido só impressão minha.
Hadassa Barbosa fez uma pausa.
— Só fiquei curiosa... Por que nosso mestre não permite que tratemos pessoas da família Freitas?
Do outro lado, houve um instante de silêncio.
— Porque a morte da esposa do mestre está ligada à família Freitas. Um dia, com calma, te conto melhor.
Hadassa ficou chocada, mas não questionou mais, apenas assentiu.
O veterano voltou a perguntar:


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