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Amor Crônico romance Capítulo 9

Cada palavra que ela disse era verdadeira, até mesmo cada palavra da promessa que ela havia feito na época.

Ela ficou ali de pé sem se mover, até que Sr. Ricardo puxou a manga dela: — Vamos.

Ela se virou e viu que Danilo já não estava mais lá, como se nunca tivesse aparecido ali.

Sua cabeça estava uma grande confusão, e ela foi atordoada atrás do Sr. Ricardo para o lado de fora.

Após entrar no carro, ela virou o rosto para olhar pela janela.

O Sr. Ricardo estava dirigindo. Pela lógica, quem deveria fazer aquilo era Glória, afinal ele era o chefe.

Mas com aquele estado de agora, ela não conseguiria dirigir.

Sr. Ricardo soltou um suspiro enquanto as mãos descansavam sobre o volante: — Evite contato com essas duas pessoas de agora em diante. Danilo é como um animal acuado que não fala nada, enquanto Filomena guarda muita maldade atrás do seu sorriso.mília patrocinadora. A diferença entre elas era imensa, sem comparação. Você não seria páreo para eles.

Embora a conversa entre os três tenha sido curta, aquelas poucas palavras estavam carregadas de mágoas.

Glória fechou os olhos e se encostou no banco do carro, até as suas costas tinham uma camada de suor.

— Sr. Ricardo, se eu disser que realmente não sei o que fiz de errado, o senhor acreditaria?

Talvez o único erro dela tenha sido acreditar cegamente nas palavras de Danilo naquela época, acreditar no futuro que ele dizia ter.

O olhar do Sr. Ricardo voltou-se para a distância: — Eu sou um homem de negócios. Contanto que você não afete o trabalho, não me importo. Mas quero te dar um aviso: provocar pessoas com esse tipo de fundo não traz um bom resultado. Qualquer um desses dois pode fazer com que você nunca mais arrume emprego na vida movendo um dedo.

Além disso, por mais que Glória tivesse estudado na Universidade de Porto Real, ela não conseguiu o diploma, o que na prática significava que sua escolaridade máxima era o ensino médio completo.

O Sr. Ricardo só quis abrigá-la na época porque conhecia sua integridade e capacidade.

Ela abaixou os cílios, puxou bastante ar e abriu um sorriso: — Eu sei, vou evitá-los.

A missão do dia era acompanhar o Sr. Ricardo na transação. Como a missão foi concluída, o Sr. Ricardo simplesmente deu o resto do dia de folga para ela.

Glória voltou para casa, descansou por algumas horas, e ao receber a ligação do hospital, correu às pressas para lá.

Ela abriu a porta do quarto do hospital; sentada lá, havia uma mulher com aparência péssima, tão magra que se via as maçãs do rosto bem altas, totalmente sem energia.

Mas os olhos dela ganharam um brilho no momento em que ela a viu chegar: — Glória.

Dona Rosa não notou nenhum outro sentido nisso e voltou-se gentilmente para a mulher: — Senhora, eu não estou mal de saúde, muito obrigada por me trazer até o hospital.

A mulher assentiu com a cabeça, com o olhar em Glória: — Podemos conversar?

Glória soltou um "hum" e a seguiu até o lado de fora no corredor.

Quando aquela porta fechou, o rosto da mulher esfriou: — Daquela vez, eu avisei você para não aparecer mais na minha frente. Você deve se lembrar, não é?

— O meu trabalho é em Porto Real.

— Glória!

O tom de voz da mulher ficou totalmente sério, até mesmo mostrando traços de desprezo no olhar.

Glória lembrava-se do olhar que aquela mulher tinha no passado; era diferente de agora, o desprezo atual era óbvio demais, a ponto de querer devorá-la viva.

A mãe de Danilo sempre foi uma pessoa muito adequada; não deveria haver o porquê de ter aquelas emoções.

Glória ergueu o rosto, indo de encontro ao olhar dela: — Dona Helena, meu lugar de trabalho não tem como ser mudado num curto prazo. Se tiver algum trabalho que eu precise fazer em outro lugar, eu vou pegar, também costumo viajar a trabalho com frequência.

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